Tony Gentile/Reuters
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Para impulsionar economia, China corta compulsório

Com o ritmo de crescimento mais fraco em três décadas, país cortou pela 8ª vez em um ano quantia que bancos devem ter como reserva

Reuters, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2020 | 19h53

PEQUIM - O banco central da China anunciou nesta quarta-feira, 1º, um corte na quantidade de dinheiro que todos os bancos devem reter como reservas, liberando cerca de 800 bilhões de yuans (US$ 114,91 bilhões) em fundos para dar suporte à economia em desaceleração. 

O Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) disse em seu site que reduzirá a alíquota de depósito compulsório em 50 pontos-base, a partir de 6 de janeiro. A medida reduziria o nível do depósito para grandes bancos para 12,5%.

O PBOC cortou o compulsório oito vezes desde o início de 2018 para liberar mais recursos para os bancos emprestarem, à medida que o crescimento econômico desacelera ao ritmo mais fraco em quase 30 anos.

Muitos investidores esperavam que Pequim anunciasse mais medidas de apoio em breve. Embora dados recentes tenham mostrado sinais de melhora e Pequim e Washington tenham concordado em amenizar sua longa guerra comercial, analistas não têm certeza se essas duas sinalizações vão se concretizar e, por isso, acreditam que o crescimento previsto pode diminuir ainda mais este ano.

“O corte no compulsório ajudará a aumentar a confiança dos investidores e apoiará a economia, que está se estabilizando gradualmente”, disse Wen Bin, economista do Minsheng Bank em Pequim, que também espera outro corte na nova taxa básica de juros da China neste mês.

A liberação de mais liquidez agora também reduziria os riscos de uma contração de crédito antes do feriado prolongado do Ano Novo Lunar, no fim deste mês, quando a demanda por dinheiro aumenta. Um recorde em defaults de dívida e problemas em alguns bancos menores têm se somado às tensões no sistema financeiro da China.

O PBOC disse esperar que a liquidez total do sistema bancário permaneça estável antes do Ano Novo Lunar.

Analistas dizem que a fase 1 do acordo comercial EUA-China, que deve ser assinada este mês, aliviará apenas parte da pressão sobre a economia chinesa, também afetada pela fraca demanda doméstica e global, pela desaceleração do investimento e pelo enfraquecimento da confiança empresarial.

A China planeja estabelecer uma meta de crescimento econômico menor, de cerca de 6%, em 2020, contando com o aumento dos gastos em infraestrutura do Estado para evitar uma desaceleração mais acentuada, disseram fontes políticas. O crescimento diminuiu de 6,8% em 2017 para 6% no terceiro trimestre de 2019, o mais lento desde o início dos anos 1990.

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