Para INB, Brasil será auto-suficiente em urânio até 2014

Segundo presidente das Indústrias Nucleares do Brasil, País deve quadruplicar a produção do minério até 2012

Rejane Lima, do Estadão,

02 de outubro de 2007 | 11h09

O presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Tranjan, afirmou nesta terça-feira, 2, que o Brasil será capaz de atender 100% da demanda interna de urânio enriquecido a partir de 2014. "Hoje temos a usina de enriquecimento já implantada, mas ainda em testes. A partir de 2012, a gente já estará enriquecendo 60% de Angra 1 e 2", disse. Tranjan explicou que o País, que já atende a demanda nacional de urânio, deve quadruplicar a produção do minério até 2012 - passando das atuais 400 toneladas por ano para 1.600 toneladas. Para isso, a INB começará a explorar a jazida de Santa Quitéria, no Ceará, ampliará a retirada na mina de Caetite, na Bahia, além de começar a trabalhar com uma técnica que aumenta em 20% a eficiência na retirada do minério. "Se o País crescer a 4,1% ao ano, nós vamos ter mais quatro usinas até 2030 e se crescer a 5,1% ao ano, nós vamos ter mais oito usinas, então a INB tem de estar preparada", afirma Tranjan, citando cenário preparado pela Empresa de Planejamento Energético (EPE). O potencial brasileiro quanto às reservas geológicas de urânio é positivo e coloca o País em sexto lugar no ranking mundial, com 309 mil toneladas. No entanto, Tranjan aponta que, fora isso, há ainda a reserva especulativa, que hoje é de cerca de 800 mil toneladas.

Tudo o que sabemos sobre:
usinas nucleares

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.