Para internautas, calote da Grécia foi o acontecimento do ano na economia

Rebaixamento da nota de crédito dos Estados Unidos ficou em segundo lugar na enquete realizada com leitores do 'E&N', seguido do aumento da inflação e do custo de vida no Brasil 

Economia & Negócios,

19 de dezembro de 2011 | 18h05

O calote ordenado de € 100 bilhões da Grécia, equivalente a 50% da dívida pública do país, foi considerado por 47% dos internautas como o acontecimento econômico mais importante de 2011. O Economia & Negócios coletou os dados em enquete realizada com os leitores no Facebook durante o mês dezembro.

Anunciada em outubro, a reestruturação da dívida salvou a Grécia da moratória, mas abalou a confiança dos investidores nos demais países da zona do euro. O default atacou a credibilidade do bloco e causou uma onda de contágio.

Em troca do perdão da dívida e de ajuda financeira, a Grécia foi obrigada a realizar cortes em seu orçamento, extinguindo uma série de gastos sociais. As medidas de austeridade levaram milhares de pessoas às ruas de Atenas, em protestos muitas vezes violentos, e foram a faísca para uma série de greves gerais.

O rebaixamento dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) ficou em segundo lugar no ranking, com 38% dos votos. Agosto mal tinha começado e a notícia caiu como uma bomba nos mercados financeiros. Era a primeira vez na história que uma agência avaliava a dívida norte-americana abaixo do nível máximo.

A S&P justificou a revisão do rating afirmando que o plano de consolidação fiscal aprovado no congresso era insuficiente para resolver os problemas orçamentários do país.

Por fim, o aumento da inflação e do custo de vida no Brasil foi citado por 15% dos internautas como o principal acontecimento econômico de 2011. A alta dos preços voltou a assustar os brasileiros e a inflação ameaça estourar o teto da meta neste ano.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,52% em novembro e despertou temores de que o indicador possa não ficar dentro do teto da meta do governo, de 6,5%. Para tanto, seria necessária uma taxa de, no máximo, 0,50% em dezembro, mas o mercado financeiro aposta que isso não será alcançado. 

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