Para Jobim, nível de confiabilidade de Denise é 'abaixo de zero'

'Não acredito em absolutamente nada do que fala esta senhora', disse ministro da Defesa

Tânia Monteiro, Agência Estado

11 de junho de 2008 | 19h58

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, desqualificou a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu pelos ataques que tem feito à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele disse que Denise aprovou a composição acionária da Variglog, abrindo caminho para que a empresa adquirisse a Varig. "Não acredito em absolutamente nada do que fala esta senhora. O nível de confiabilidade desta senhora é abaixo de zero", atacou o ministro, lembrando e condenando o comportamento dela, uma ex-dirigente de uma agência reguladora, quando houve os dois últimos grandes acidente. Segundo Jobim, "quem tem precedente não pode se transformar, de uma hora para a outra em uma pessoa confiável". Veja também:Dilma nunca deu ordens expressas, mas fez pressão, diz DenisePara Virgílio, venda da Varig pode levar a nova CPISenadores batem boca sobre 'perdão' da dívida da VarigDenise diz que dossiê pretendia pressioná-la psicologicamenteDenise destaca rapidez incomum na certificação da nova Varig 'Governo arquitetou a saída dos diretores da Anac', diz DeniseTurbulências da Varig   Jobim lembrou ainda que, desde quando assumiu o Ministério, tentou afastar Denise Abreu da Anac, o que acabou acontecendo por iniciativa própria dela. Ele negou que a Anac sofresse pressões do Planalto. "As agências são independentes e autônomas, mas isso não significa que ela não integre o sistema de aviação", declarou Jobim.  Para o ministro, os três eixos do setor - Infraero (que cuida dos aeroportos), Decea (que cuida do controle do tráfego aéreo) e Anac -, precisam trabalhar em conjunto e manter um diálogo. "A autonomia das agências não significa que elas possam desprezar o diálogo que tem de existir entre os três pilares, porque era isso que estava acontecendo antes, quando cada um desses órgãos tinha agenda própria. Isso não é possível", desabou ele, insistindo que hoje, o sistema está "integrado" e "funcionando razoavelmente, embora ainda tenha uma série de problemas para serem resolvidos". O ministro insistiu: "A independência e autonomia nos processos decisórios são claros, mas o fundamento destas decisões tem de ser articulada com os outros setores. Se não, o sistema não funciona".

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