Para Jorge, economia não sofrerá com alta dos juros

A economia brasileira não irá sofrer se uma alta das taxas de juros ocorrer. Quem garante isso é o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Em declarações ao Estado, o ministro deixou claro que um eventual aumento não afetaria a população que tem financiamentos a serem quitados. "Ninguém gosta de uma alta das taxas de juros. Mas não vejo como uma alta de 0,25% ou 0,5% poderia ter um impacto tão grande naqueles que têm prestações a pagar. Os impactos de uma alta de 0,25% seriam pequenos para o desenvolvimento da economia", afirmou. Miguel Jorge admite que um dos debates tem sido o impacto sobre os consumidores que fizeram financiamentos nos últimos meses, quando a taxa de juros estava em ritmo de queda. "Fala-se daqueles que compraram carros com o prazo de pagamento de 60 meses. Mas os cálculos mostram que a alta de 0,25% significaria um aumento pequeno nas prestações mensais. Ninguém deixa de comprar um carro por uma alta de 0,25% na taxa selic", disse Jorge, antes de deixar Praga onde participou da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira, na Holanda, Lula já havia afirmado que a economia teria como enfrentar uma alta de juros de 0,25% sem sofrer qualquer transtorno. Já no sábado, em Praga, deixou claro que é "louco" quem estivesse sugerindo que ele estaria dando um sinal verde para a alta de juros. SOLIDEZPara Miguel Jorge, a economia "está sólida". "Pela primeira vez estamos fazendo as coisas de uma maneira correta e certa", disse. "Não estamos apostando com a economia brasileira". "Houve muita irresponsabilidade fiscal antes. O que temos feito é garantir essa responsabilidade, com efeitos muito importantes", garantiu o ministro.

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