Para lembrar: A trajetória da Chiquita

A trajetória de 110 anos da companhia americana Chiquita Brands, que as empresas brasileiras Cutrale e Safra estão tentando comprar, é uma sucessão de fatos sombrios que beiram o surrealismo. A história inclui assassinatos, apoio a golpes militares na América Latina, financiamento de milícias e exploração de trabalhadores.

O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2014 | 02h02

A antiga United Fruit Company, como se chamava na origem, é uma das responsáveis por perpetuar a expressão "república de bananas", cunhada pelo humorista norte-americano O. Henry e usada pejorativamente para se referir a certos países da América Latina, que dependiam fortemente da fruta, tinham governos instáveis e corruptos e, por isso, eram facilmente manipulados, política e economicamente.

A companhia era dona de enormes quantidades de terra em várias regiões e, pelo seu tamanho e poder econômico, controlava não só bananas, mas ferrovias, navios e tinha interferência em governos e nos rumos dos países, além de trânsito fácil em Washington. Na Guatemala, nos anos 50, por exemplo, a United Fruit usou sua influência para pressionar a Casa Branca a apoiar um golpe e derrubar o presidente.

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