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Para Levy, banco é 'cada vez mais transparente'

Segundo ministro, padrões de divulgação do BNDES são bem mais detalhados que de outras instituições no mundo

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2015 | 02h06

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez ontem uma defesa da transparência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao participar do anúncio de nova política do banco para o financiamento de projetos de longo prazo de grandes empresas junto ao mercado de capitais, Levy disse que o projeto demonstra que a união entre o público e privado, "quando se dá com transparência", é positiva para a economia do País. "E o BNDES, a gente vê, é cada vez mais transparente."

Segundo Levy, os padrões de divulgação (do BNDES) são bem mais detalhados comparados a outras instituições de fomento no mundo, como, por exemplo, bancos alemães. "O BNDES tem patamares bastante significativos de transparência." O banco tem sido cobrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a liberar documentos específicos sobre determinadas operações.

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o BNDES envie ao TCU os dados dos empréstimos concedidos ao Grupo JBS. De acordo com o órgão de controle, essa demanda exige a obtenção de dados específicos para o caso, até então sigilosos.

No início da semana, o BNDES publicou informações sobre empréstimos a projetos no exterior entre 2007 e 2015 - incluindo empreendimentos em Cuba e Angola, antes classificados como secretos - e sobre os contratos domésticos desde 2012. Além de um resumo do objeto do contrato, estão disponíveis também outras informações como taxa de juros, valores, prazos e garantias.

A avaliação sobre o retorno dos empréstimos concedidos pelo banco no exterior, na avaliação de economistas, ainda depende de cálculos mais elaborados e de novos dados, que ainda não foram divulgados pela instituição, como o custo de captação do dinheiro emprestado.

Em relação a essas divulgações, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse discordar da avaliação de que a instituição concede a maior parte dos financiamentos a grandes empresas, pois se trata de operações diretas entre o banco e as companhias. Segundo ele, as operações indiretas feitas pela rede bancária, que abrange principalmente pequenas e médias empresas, não estão consideradas.

"O BNDES é um banco de dois pisos. Abaixo de um certo limite, R$ 50 milhões, as operações são feitas pela rede bancária e representam em torno da metade da operação do banco. A outra metade, que são operações maiores, é feita diretamente. A estatística está só na operação direta. Precisamos entender do que estamos falando."

Semente. Segundo ele, a instituição, nos últimos três anos, já está na terceira geração de capital semente - voltado a pequenas empresas -, com um total de R$ 800 milhões de carteira de investimento. "E isso é para a pequena empresa inovadora", disse. "Esses fundos têm investimento em empresas inovadoras, incubadoras, no Brasil inteiro." De acordo com Coutinho, o apoio à listagem no segmento Bovespa Mais "vai começar a preparar essas 'empresinhas' para um futuro IPO (abertura de capital na Bolsa)", disse. "Estamos trabalhando com pequenas sementes para criar o futuro."

Em relação ao programa anunciado ontem, Coutinho destacou que o potencial de mercado de capitais na renda fixa é tão grande que poderia repetir os avanços registrados pelo mercado de ações de empresas nos últimos anos, que é uma fonte importante de financiamento de companhias no Brasil. / C.A., R.L. E C. D.

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