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Para liberar recursos, EUA farão teste de estresse com banco

Testes irão medir como os bancos sobreviveriam em uma situação econômica básica e extrema

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2009 | 18h08

O governo americano está pedindo aos bancos com ativos acima de US$ 100 bilhões que participem dos testes de estresse, que irão medir como os bancos sobreviveriam em uma situação econômica básica e extrema.  Veja também:Bancos terão até 6 meses para levantar capital, diz BernankeEuropa quer ampliar controle sobre bancos e bolsas Os testes fazem parte do Programa de Assistência de Capital para ajudar os grandes bancos a sobreviver em condições econômicas ainda mais severas do que as projetadas atualmente. As autoridades esperam concluir os testes de estresse até o final de abril. A partir dos testes, os bancos terão acesso imediato aos recursos do governo se necessário. No teste de estresse, as autoridades irão incorporar compromissos fora de balanço, projeções de lucro, risco nas atividades com negócios dos bancos e a composição e a qualidade de seu capital, disse o Tesouro. As perdas potenciais das instituições serão projetadas em um cenário básico, prevendo contração econômica de 2% este ano e expansão de 2,1% em 2010, e um cenário mais adverso, prevendo contração de 3,3% do PIB este ano e expansão de 0,5% em 2010. Os testes de estresse irão assumir uma taxa de desemprego de 10,3% em 2010. "Os supervisores trabalharão com as instituições para estimar a margem de perdas futuras possíveis e os recursos necessários para absorção de tais perdas por um período de dois anos", disseram autoridades reguladoras em nota conjunta.  De acordo com o Programa, as instituições terão seis meses para levantar capital no setor privado após o teste e antes de receberem ajuda do governo. Capital O Programa prevê ainda que qualquer capital oferecido às instituições será feito por meio da aquisição pelo governo de ações preferenciais (sem direito a voto) conversíveis em ordinárias (com direito a voto) dos bancos, para elevar os níveis de capital tangíveis.  As ações serão adquiridas com um desconto de 10% ao preço em vigência até 9 de fevereiro e pagarão um dividendo de 9%, sendo convertidas após a requisição dos emissores e depois do recebimento de aprovação do órgão supervisor, disse o Tesouro. Se não forem convertidas ou resgatadas em sete anos, as ações serão automaticamente convertidas em ações ordinárias, para forçar os bancos a resgatarem os papéis preferenciais. Os bancos que já emitiram ações preferenciais para o governo dos Estados Unidos pelo Programa de Alívio de Ativos Problemáticos do Programa de Compra de Capital poderão converter tais ações em novos instrumentos conversíveis. O governo investiu até agora mais de US$ 196 bilhões em mais de 400 instituições por meio do programa. Os novos investimentos do governo exigem dos bancos que submetam planos para o uso dos recursos do governo. Qualquer banco participante do programa também estará sujeito a restrições no pagamento de dividendos, compra de ações e aquisições.  Bank of America O executivo-chefe do Bank Of America, Ken Kewis, disse estar confiante de que o banco irá passar no teste de estresse da administração Obama e acrescentou que o banco busca maneiras de melhorar sua taxa de ações ordinárias tangíveis. Em entrevista a TV Bloomberg, Lewis afirmou: "estamos confiantes de que passaremos no teste de estresse". Perguntando sobre a taxa de ações ordinárias tangíveis, uma sinalização muito conservadora da solidez dos bancos que mede o quanto os acionistas receberiam em caso de liquidação da instituição, Lewis admitiu que a taxa do banco, de 2,6%, é inferior ao nível de 3% que geralmente é considerado seguro. Lewis acrescentou que o Bank of America trabalha para melhorar tal posição. Lewis informou que o banco poderá vender alguns ativos não estratégicos, incluindo alguns que foram obtidos com a compra do Merrill Lynch, para melhorar a taxa. "Até o final do ano, temos uma chance real de melhorarmos para 3%", afirmou.  Perguntado se a participação do Merrill Lynch no Blackrock poderia ser vendida, Lewis negou. Segundo ele, o Bank Of America poderia, ao longo do tempo, vender uma porção de sua participação no China Construction Bank. Entretanto, acrescentou que o CCB é um parceiro estratégico e que deseja manter uma substancial participação nele.As informações são da Dow Jones.

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