Para Lobão, expulsão de Furnas é 'ação retórica'

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, classificou hoje de "foguetório" e de "ação retórica" a decisão do presidente do Equador, Rafael Correa, de expulsar a estatal brasileira Furnas do país. Segundo ele, ações como essa atrapalham o processo de integração na região e os laços de amizade entre os dois países. Na última sexta-feira, Correa teria afirmado em programa de televisão que estaria expulsando Furnas de seu país, devido a falhas da empresa brasileira no trabalho de fiscalização da usina. A estatal Furnas Centrais Elétricas negou hoje ter recebido qualquer informação oficial sobre expulsão de suas atividades no Equador. "O governo do Equador pode tomar a decisão que achar do seu interesse, mas não podemos de bom grado aceitar uma ação dessa natureza", disse Lobão. "Ele (Rafael Correa) expulsou o que não existe. É muito mais uma ação retórica do que um fato concreto. É foguetório sem nenhuma conseqüência para a empresa", criticou o ministro. Lobão atribuiu a atitude do presidente equatoriano a "interesses internos". O ministro lembrou que, durante encontro recente em Manaus com os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa, o clima era de confraternização e de muito interesse na integração regional. "Essa atitude atrapalha a integração", disse. Cauteloso, o ministro preferiu não comentar a expulsão da Odebrecht junto com Furnas. "É uma empresa privada e eu não vou comentar."

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

12 Outubro 2008 | 19h21

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