Para Lula, crise dos EUA não é nenhuma 'hecatombe'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a crise econômica dos Estados Unidos não é uma "hecatombe", como pensam alguns, embora não tão reduzida quanto se avaliava no seu início, e reiterou que o Brasil tem bons fundamentos econômicos para enfrentá-la. "Hoje, tive a oportunidade de conversar com o primeiro-ministro Gordon Brown, da Inglaterra, e falei sobre a crise", relatou o presidente. "Ele tem o mesmo pensamento que tenho: que possivelmente essa crise não seja tão pequena como se pensava no começo, mas também não seja uma hecatombe como se pensava ou pensam algumas pessoas." Em tom otimista, Lula afirmou achar que o País vai atravessar 2008 numa "situação privilegiada.""Quanto se fala que, se houver uma recessão nos Estados Unidos, vão diminuir as importações (de produtos brasileiros pelos EUA), é importante lembrar também que o Brasil diversificou muito as suas exportações e não dependemos mais apenas dos Estados Unidos", disse o presidente ao chegar ao Hotel Glória, no Rio, onde descansaria antes de jantar com o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, no apartamento do executivo em Ipanema, na zona sul carioca. "Temos exportações com muitos países no mundo, e portanto seria pequeno o efeito aqui no Brasil. De qualquer forma, os Estados Unidos são a principal economia do mundo, temos que olhar qual é o tamanho da crise e aonde ela pode chegar. Porque também pode atingir a Europa, e se atingir a Europa, aí sim, atinge o comércio mundial com muito mais rigor."Lula se declarou tranqüilo com a situação econômica brasileira, porque o País terminou 2007 em crescimento e começou 2008 da mesma forma. "Portanto, acho que o único percalço que temos é a crise americana", disse. "Até agora, não sabemos a dimensão, mas o Brasil está muito tranqüilo para enfrentar essa situação". Para Lula, a economia está "sólida". "Aliás, posso dizer que nunca tivemos um momento na história do Brasil em que as coisas na economia estivessem tão bem", afirmou. "A construção civil está recuperada, está crescendo; a indústria naval está recuperada, está crescendo; a indústria automobilística vendeu, nos primeiros quinze dias de janeiro, 58% a mais do que vendeu em 2007, de forma que estamos tranqüilos. Ou seja, agora temos que trabalhar."

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