Para Lupi, até março situação do emprego estará estabilizada

Ministro diz que governo federal deve anunciar em breve novas medidas no sentido de evitar novos cortes

Leticia Bragaglia, da Agência Estado

24 de janeiro de 2009 | 12h16

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse neste sábado, 24,  não acreditar no agravamento do desemprego após o mês de março e que o governo federal deve anunciar em breve novas medidas no sentido de evitar novos corte de vagas. "O foco (das medidas) não será amparar o desempregado e sim garantir e gerar empregos", afirmou durante a festa de comemoração do Dia Nacional dos Aposentados, no Parque Esportivo do Trabalhador, antigo Ceret, na Zona leste de São Paulo.   Veja também Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Lupi também voltou ameaçar com punições as empresas que receberam recursos para investir em produção e mesmo assim promoveram demissões nos últimos meses. "(as empresas) Serão punidas de acordo com a lei", afirmou. Segundo Lupi, o ministério tem todo o controle de quem demitiu, a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).   No evento comemorativo, o ministro entregou ao Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e Idosos da Força Sindical a carta sindical, o que permitirá à entidade abrir ações coletivas em nome de seus associados. Isso vale como um reconhecimento oficial da entidade sindical. "É um marco", anunciou Lupi.   Também presente ao evento, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, disse ter expectativas menos otimistas sobre o desemprego. Para ele, os índices oficiais serão piores em janeiro do que em dezembro (segundo o IBGE, o índice de desemprego no País fechou o ano em 6,8%) e a estabilidade só deve chegar em abril, com a recuperação dos índices prevista para maio.   Paulinho disse que o governo tem de enfrentar a crise e voltou a defender a redução dos juros e do spread bancário, além de corte dos impostos. Sobre os juros, Paulinho propõe que as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide sobre a taxa básica Selic, passem a ocorrer a cada 15 dias. As reuniões hoje acontecem a cada 45 dias. Paulinho também quer que os trabalhadores passem a fazer parte do Conselho Monetário nacional (CMN).

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