Para Mantega, BC deve estar mais calmo após IPCA-15

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o Banco Central (BC) deve estar mais tranquilo com o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de agosto, divulgado pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice registrou deflação de caiu 0,05% em agosto.

SABRINA VALLE, Agencia Estado

20 de agosto de 2010 | 11h55

Mantega disse que esse foi um resultado bom, que a inflação está sob controle e que deve terminar este ano próxima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O ministro disse ainda esperar para os próximos meses que a inflação medida pelo IPCA fique entre 0,15% e 0,30%. Ele projetou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano entre 6,5% e 7%, enquanto a inflação, segundo ele, deve terminar 2010 em torno de 5%.

"Ele (o BC) deve estar mais calmo, mais tranquilo com esse resultado", declarou o ministro, durante cerimônia de assinatura de um empréstimo do Banco Mundial (Bird) para a Prefeitura do Rio de Janeiro, no Palácio da Cidade do Rio de Janeiro.

Petrobras

O ministro da Fazenda afirmou ainda que o governo continua trabalhando com o prazo de 30 de setembro para a capitalização da Petrobras. "Nós estamos dentro dos prazos e, portanto, vamos procurar cumpri-los. Fica mantido aquilo que a Petrobras vem dizendo nas suas informações", disse, após de participar de um evento na capital fluminense.

Sobre os rumores do mercado que apontavam que o preço do barril de petróleo sugerido à Agência Nacional do Petróleo (ANP) fosse o dobro do previsto pelo mercado, Mantega disse que não sabe de onde surgiram tais valores. "Não sei quem falou em discrepância. Ninguém está autorizado a falar sobre isso nem sobre discrepância (dos preços)", comentou. O ministro não confirmou os valores sugeridos para os barris e disse que o governo recebeu os dados, que ainda precisam ser analisados pela área técnica. "Vamos nos basear objetivamente nos resultados técnicos. Não haverá nenhuma manipulação nem para um lado nem para o outro", acrescenta.

Segundo apuração da Agência Estado, a consultoria Gaffney Cline Associates (GCA), contratada pela ANP, para a venda da área de Franco, no pré-sal da Bacia de Santos, chegou a um valor de US$ 10 a US$ 12 por barril dentro do processo de cessão onerosa da União à Petrobras. A estatal, por sua vez, teria uma avaliação entre US$ 6 e US$ 8 por barril, enquanto o mercado previa um intervalo de US$ 5 a US$ 6 por barril.

Tudo o que sabemos sobre:
preçosinflaçãoMantegaIPCA-15

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.