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Para Mantega, Brasil e Argentina têm situações diferentes

O ministro do Planejamento, Guido Mantega, afirmou que as situações de Brasil e Argentina não podem ser comparadas. O ministro disse isso ao ser questionado sobre porque a Argentina conseguiu fixar uma meta de superávit primário de 3% do PIB no acordo fechado ontem com o Fundo Monetário Internacional (FMI) enquanto que o Brasil tem de cumprir uma meta de 4,25% do PIB. Para Mantega, a explicação para a diferença no tamanho da meta de superávit dos dois países é simples. "Eles (os argentinos) estão numa situação limite. Eles tiveram um default (calote) e estão saindo do buraco. Houve queda na produção, na arrecadação, o que não é o caso do Brasil", argumentou Mantega."Estamos numa situação muito melhor. Com uma meta de 3% do PIB eles vão levar muito mais tempo para resolver o problema da dívida. É o que eles podem fazer", salientou o ministro, ao deixar o Ministério da Fazenda, onde esteve reunido com o ministro Antonio Palocci e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Apesar da queda de R$ 600 milhões verificada na arrecadação de tributos federais em agosto, Mantega garantiu que a meta de superávit fixada para 2003 no País será cumprida. "A meta será atingida de qualquer maneira. Se for necessário teremos que reduzir algumas despesas", assegurou o ministro.

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