Para Mantega, Brasil é atrativo mesmo com taxação d investidor

A volta da taxação dos investimentosestrangeiros em renda fixa, anunciada pelo governo naquarta-feira, não afetará a estratégia do Tesouro Nacional demelhorar o perfil da dívida interna, avaliou o ministro daFazenda, Guido Mantega. "Nossas condições estão sólidas e o Brasil continua sendoum destino interessante para investidores", afirmou Mantega àReuters nesta quinta-feira. Os investidores não-residentes no Brasil terão de pagarImposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre suas aplicaçõesem títulos de renda fixa --tradicionalmente concentradas emtítulos públicos-- a partir de segunda-feira. A alíquota, de1,5 por cento, será cobrada no fechamento do contrato decâmbio. A medida foi adotada dois anos depois de o governo terisentado os investidores externos do pagamento de Imposto deRenda sobre os rendimentos de suas aplicações em títulospúblicos. À ocasião, o Tesouro anunciou que a iniciativa seriacrucial para atrair investidores mais propensos a aplicar empapéis de longo prazo e prefixados --considerados melhores parao gerenciamento da dívida pública. Mantega acrescentou que, ainda que as medidas possam teralgum impacto sobre a curva de juros num primeiro momento, atendência é de que a demanda pelos papéis brasileiros senormalize. Ele argumentou que os investidores têm hoje poucasalternativas de investimento rentável no mundo, em meio a umcenário econômico turbulento, e por isso não teriam porqueabandonar o Brasil, onde as taxas de juros ainda são atrativas. "Vai investir em quê, em dólar?", questionou o ministro. No ano passado, os investimentos estrangeiros em títulospúblicos no Brasil alcançaram 20,5 bilhões de dólares, sendo13,5 bilhões de dólares em papéis de médio e longo prazos, deacordo com dados do Banco Central.

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