Para Mantega, ´burburinhos´ não afetarão crescimento

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, acha que os "burburinhos" políticos e o "fogo amigo" (reclamações de integrantes da base de sustentação do governo) não afetarão as decisões de investimentos no Brasil e também não atrapalharão em nada a retomada do crescimento econômico do País. Depois de um encontro de pouco mais de uma hora com cerca de 50 investidores norte-americanos e europeus, no sábado à noite, em Lima, onde participa da Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mantega saiu animado com o receptividade dos convidados do Citigroup, que escutaram o relato do ministro sobre a situação brasileira. "Eles preocupam-se, às vezes, com esse burburinho político que houve nos últimos dias. Mas mostrei que isso não atrapalha, em nada, as ações do governo, que continuam em ritmo acelerado", afirmou o ministro. Mantega disse ter mostrado aos investidores dados que confirmam que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e que o governo tem maioria no Congresso, com a qual tem aprovado as reformas e feito o aperfeiçoamento institucional do Brasil, fundamental para que a expansão econômica ocorra. Intensificar o ritmo "Expliquei que essas polêmicas são passageiras e não atrapalham (o andamento do País)", reforçou Mantega, que acredita que os tais "burburinhos" até estimulam o governo a intensificar o ritmo de trabalho para perseguir mais rapidamente os objetivos. "Quais as reclamações que a gente tem ouvido? De dentro do PT, é que haja um crescimento mais rápido e que o desemprego seja atacado mas rapidamente. Mas é isso que o governo deseja", sustentou. De acordo com ele, não há (dentro do PT) divergências quanto aos objetivos e metas a serem atingidas. "Estamos todos com o mesmo ponto de vista. Portanto, assim que os resultados começarem a aparecer, e vão aparecer, tudo isso vai se acalmar", argumentou. Pouco antes da reunião com os investidores, num hotel em Lima, Mantega disse que o crescimento econômico começou. "Para quem não percebeu, o segundo semestre de 2003, depois de um primeiro período ruim, com taxas negativas, a economia começou a se expandir."

Agencia Estado,

28 Março 2004 | 21h44

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