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Para Mantega, crise é acomodação de mercados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a crise no mercado financeiro internacional - apesar de hoje ter sido mais um dia de agitação - representa uma acomodação de mercados, que pode durar dias ou semanas. Mantega destacou, porém, que a diferença em relação a turbulências anteriores é que boa parte dos países emergentes está mais sólida. Este, destacou, é o caso do Brasil. "A prova disso é que ninguém foi pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI)."O ministro disse que os países emergentes têm uma situação parecida com a dos países desenvolvidos. "Os países emergentes estão sofrendo oscilações tão grandes ou tão pequenas quanto os países desenvolvidos. Alguns emergentes têm condições mais estáveis e mais seguras porque as instituições financeiras afetadas estão nos Estados Unidos e na Europa", avaliou. E completou: "O epicentro da crise está nos Estados Unidos e na Europa. Ninguém ouviu falar de Índia, China ou Brasil".Para o ministro, os Estados Unidos é que precisam se preocupar com o crescimento econômico. Ele afirmou que uma desaceleração moderada da economia norte-americana não tem reflexo na economia mundial porque Europa e Ásia estão crescendo mais e compensam essa desaceleração. Mantega disse também que o Fed, banco central dos Estados Unidos, também pode reduzir os juros para estimular o crescimento da economia nos Estados Unidos. Ele afirmou que o movimento nos mercados é de curto prazo. "Não dá para dizer que é um movimento permanente e os juros não vão ficar mais altos porque, se mantiver este cenário, os Estados Unidos vão ter que baixar os juros", afirmou.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

15 de agosto de 2007 | 18h43

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