Para Mantega, Fed cortará estímulos lentamente

BC dos Estados Unidos manteve nesta quarta-feira, 18, seu programa mensal de compra de bônus, em US$ 85 bilhões

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

18 de setembro de 2013 | 20h23

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 18, que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deu sinalização de que a aterrissagem da economia será suave.

A declaração fez referência à decisão do Fed de manter inalterado seu programa mensal de compra de bônus, em US$ 85 bilhões. Mantega afirmou que a tendência é de o BC americano corte mais lentamente os estímulos colocados na economia.

Segundo Mantega, a perspectiva era de que o Fed já anunciasse hoje o início da redução dos estímulos. Em função disso, as taxas dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) vinham subindo.

"Mas o presidente do Fed, Ben Bernanke, declarou: 'vamos devagar com o andor que o santo é de barro'", disse Mantega, para explicar que a visão do presidente do Fed é de que a economia não cresce a um ritmo suficiente para a retirada dos estímulos.

De acordo com Mantega, o mercado vinha exagerando em relação à retirada dos estímulos.

"Portanto, isso significa que o dólar tinha subido mais do que o adequado", afirmou.

Porém, para ministro, "se pegarmos os últimos meses, o real é uma das moedas que menos se desvalorizou em relação ao dólar".

"E isso é muito bom, porque indica uma redução da volatilidade", disse Mantega, acrescentando que o que atrapalha os negócios é justamente a volatilidade. Na visão do ministro, esta volatilidade está se dissipando, o que é bom para o ambiente de negócios.

"Estamos caminhando para uma tranquilidade maior na área cambial e com a vantagem de, com o dólar menos valorizado, termos também uma pressão inflacionária menor", acrescentou, ressaltando que, na prática, a pressão inflacionária ainda não ocorreu.

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