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Para Mantega, recessão técnica não importa

Para ministro, recuperação começou em março, e PIB pode chegar a 4%

Adriana Chiarini e Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

19 de maio de 2009 | 00h00

O otimismo sobre a recuperação da economia brasileira foi a tônica do primeiro dia do 21º Fórum Nacional, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mesmo admitindo a provável comprovação de recessão que virá do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desdenhou o resultado do primeiro trimestre, alegando que a recuperação veio a partir de março. "Provavelmente, houve recessão técnica. Mas, se houve ou se não houve, que importância tem?", declarou, em entrevista, depois de uma palestra marcada por bons prognósticos. "Não interessa a fotografia, e sim o filme", disse, sugerindo que resultados negativos já são parte do passado. Ele arriscou projeções de um PIB positivo já a partir do segundo trimestre que chegaria, gradualmente, a 3% ou 4% no fim do ano. Mantega e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, recorreram aos dados do Caged de abril, divulgados ontem, que mostraram um número de admissões superior ao de demissões, para justificar o otimismo. Diante do tema do fórum ("Na crise global, o novo papel mundial dos Brics e as oportunidades do Brasil"), eles repetiram que há sinais claros de reação, acentuados pelo resultado do mercado de trabalho. Coutinho citou os dados do Ministério do Trabalho como prova da recuperação da economia. De acordo com o presidente do BNDES, o Brasil vive "um momento muito especial, em que a economia brasileira começa a dar sinais inequívocos de que tem plenas condições de ultrapassar essa crise".

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