Para MB, superávit comercial será de US$ 32 bilhões em 2008

Depois de anos beneficiada pelos preços em ascensão das commodities metálicas e agropecuárias, a balança comercial brasileira deverá sofrer impactos não triviais em 2008, por conta do câmbio apreciado, do crescimento doméstico acelerado e da perda de ritmo de crescimento mundial. Os primeiros sinais dessa reversão começaram a aparecer já em 2006, segundo Sergio Vale, economista da MB Associados, tanto que, desde o ano passado, a consultoria trabalhava com a hipótese de que a balança de 2007 pudesse ficar abaixo de US$ 40 bilhões. ''''Com os números que já temos, acreditamos que a balança deve ficar próximo disso, embora um pouco acima (US$ 40,5 bilhões).''''Uma revisão maior foi feita pela consultoria em relação à balança comercial de 2008. A previsão caiu de US$ 38 bilhões no início do ano para US$ 32 bilhões agora. ''''A agropecuária não deve ter um aumento de superávit como nos últimos anos, em virtude do acomodamento de preços. E a tendência dos produtos manufaturados é de aumentar o déficit ou diminuir o superávit, com maior contribuição dos setores de bens de capital e químicos.''''É certo que a atual tendência de crescimento das exportações e das importações indicaria uma balança comercial em 2008 até mais baixa do que os US$ 32 bilhões esperados, alerta Vale. ''''Mas consideramos que o ritmo de atividade deve arrefecer gradualmente ao longo do ano que vem, o que também significará crescimento menor das importações. E uma balança comercial menor deverá transformar o superávit em conta corrente em déficit em 2008, com projetado US$ 1,5 bilhão.''''Voltar a ter déficit em conta corrente não preocupa, pois é natural em uma economia em forte crescimento. ''''O problema só surge quando há dificuldade de financiamento desse déficit, o que não é o caso do Brasil neste momento.'''' A expectativa de entrada de capitais via investimento direto, mercado acionário e capitais de curto prazo é bastante positiva e deve fazer com que as reservas continuem aumentando no ano que vem, diz. É importante nessa conta, também, a perspectiva de o País virar investment grade já em 2008.IMPRESSÃO DIGITAL Sergio Werlang, diretor-executivo do Itaú, abre amanhã, ao lado de Candido Bracher, presidente do Itaú BBA, consulta externa para elaboração da nova política socioambiental para o crédito pessoa jurídica do Itaú Holding. Participam da consulta diretores do grupo, representantes de instituições financeiras, de ONGs, do poder público, de órgãos ambientais, de universidades, de escritórios de advocacia e clientes.Essa política começa a valer para empresas envolvidas com créditos superiores a R$ 5 milhões, dos Bancos Itaú e Itaú BBA. No prazo de até 2 anos, será estendida aos demais bancos controlados pelo Banco Itaú Holding Financeira.ENCOLHENDO Até o fim do ano deve ficar pronta a reforma que está sendo implantada por Miguel Jorge no Ministério do Desenvolvimento. Incluindo um procedimento inédito na Esplanada dos Ministérios: está reduzindo o espaço de seu gabinete.Os objetivos são três: primeiro, concentrar departamentos hoje divididos em vários andares, facilitando a operação e reduzindo burocracia. Segundo, melhorar as condições de trabalho de funcionários que hoje se amontoam em espaços apertados. Terceiro, abrir espaço para a transferência de funcionários do ministério, que, inexplicavelmente, ainda continuam no Rio de Janeiro.AGORA SAI?Entre esses funcionários, incluem-se os do Departamento de Comércio Exterior e os do Departamento de Defesa Comercial. Desde que a Cacex, a famosa e de triste memória Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil, foi transferida para o então Ministério da Indústria e Comércio, ainda na década de 80 - transformando-se em Secretaria de Comércio Exterior (Secex) -, vem se tentando transferir, em vão, muitos de seus funcionários para Brasília.O ministro Miguel Jorge resolveu enfrentar o problema e determinou que até 30 de novembro todo o ministério terá de estar concentrado em Brasília.O CÉU É O LIMITENa sexta-feira, a Vale já havia surpreendido ao passar a Petrobrás, em relação ao seu valor em bolsa. Ontem, fez mais.Ultrapassou a gigante IBM.TROCA-TROCASomente este ano, 50 senadores e deputados trocaram de partido, alguns mais de uma vez, segundo levantamento feito pelo site Congresso em Foco. Só na Câmara foram 55 mudanças promovidas por 46 deputados. Pior, com o encerramento, sexta-feira, do prazo para a mudança de partido para os candidatos às eleições municipais do ano que vem e o julgamento do STF, quarta-feira, sobre a fidelidade partidária, o movimento deve se intensificar.Sondagem feita pelo site revela que pelo menos outras dez trocas partidárias podem acontecer.CASA PRÓPRIAAté 24 de setembro, as contratações de crédito para habitações sociais, na Caixa Econômica Federal, somaram R$ 6,9 bilhões, atendendo 336.809 famílias.Desse total, 89% eram de famílias com renda de até cinco salários mínimos.

sonia.racy@grupoestado.com.br, O Estadao de S.Paulo

02 de outubro de 2007 | 00h00

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