Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Para Meirelles, é hora de avançar com as reformas

No Twitter, ministro mostra confiança com últimos indicadores econômicos; prioridade da agenda é a reforma da Previdência

Adriana Fernandes e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Aproveitando o cenário de indicadores bem mais positivos para a economia divulgados nos últimos dias, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, avaliou ontem que o Brasil está pronto para seguir com a agenda de reformas. A prioridade agora da equipe econômica é a reforma da Previdência.

Em mensagens postadas ontem na sua conta na rede social Twitter, o ministro confirmou que o Ministério da Fazenda vai rever as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 e 2019. Em 2017, ele já havia admitido que seria possível subir de 0,5% para um patamar entre 0,7% e 1,0%.

Meirelles antecipou que a economia vai crescer a um ritmo de 3,0% em 2018 e poderá crescer “mais ainda” em 2019, como informou ontem o Estadão/Broadcast. A previsão da equipe econômica, segundo fonte do governo, é de o PIB entrar 2019 com um crescimento de 3,5%.

Nas últimas semanas, o ministro não tem deixado escapar nenhum número positivo da economia. Todos os dados são comentados por ele no Twitter. Ontem, foi a vez da melhoria da confiança com a perspectiva de crescimento maior do PIB brasileiro.

“Aprovamos o teto de gastos, reforma trabalhista, TLP (Taxa de Longo Prazo) e a Lei de Responsabilidade das Estatais”, elencou o ministro no post na rede social. Segundo Meirelles, essas transformações ajudam na retomada da confiança, com a queda de juros de longo prazo e a previsão de crescimento maior nos próximos anos.

Bumbo. O presidente Michel Temer também aproveitou a onda de otimismo com o crescimento para bater bumbo. Em vídeo publicado nas redes socais, o presidente comemorou dados econômicos recentes que reforçam a avaliação de que a economia está em recuperação.

 

“O que mais me encoraja e dá força para enfrentar os desafios é sentir na sociedade o desejo de corrigir os erros das administrações anteriores. Tenho a consciência clara do País que queremos. Vamos trabalhar juntos para transformar o Brasil. Vamos fazer isso com equilíbrio, com energia, com determinação”, afirmou o presidente.

Temer não mencionou em nenhum momento no vídeo fatos como a prisão de seu ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima e a investigação aberta pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pode levar à revisão do acordo de delação premiada de executivos do grupo J&F.

No vídeo, de dois minutos e meio, gravado na tarde de ontem no Palácio do Planalto, o presidente lembrou notícias positivas na economia divulgadas nesta semana e disse que elas "confirmam" a caminhada na recuperação da economia.

O presidente citou uma série de dados, como a redução da taxa básica de juros (Selic) em um ponto porcentual, para 8,25% ao ano, e a aprovação no Congresso Nacional do projeto que cria a Taxa de Longo Prazo, que balizará os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir de 2018.

“A retomada do crescimento também se revela no aumento das exportações. Recorde na produção de grãos. Crescimento do PIB. Dólar estável. Diminuição do risco Brasil. Dados otimistas apontam uma recuperação do emprego”, disse

 

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