José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

Para Meirelles, início do 3º trimestre retrata crescimento maior que o esperado

Ministro da Fazenda aposta que o PIB deve chegar ao final do ano crescendo na casa dos 2,7% e que o País vai entrar em 2018 com 'crescimento forte'

Altamiro Silva Junior e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2017 | 16h25

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira, 5, que o Brasil começou a retomar a trajetória de crescimento este ano e que esse processo de recuperação da atividade cria boas perspectivas para os próximos anos. Com isso, previsões para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) têm sido melhoradas.

O ministro ressaltou que dados do começo do terceiro trimestre, como consumo de energia, produção de veículos, o desempenho da indústria e comércio, sinalizam que a recuperação pode ser mais forte que o esperado. Além disso, o mercado de emprego reagiu antes do previsto.

Segundo Meirelles, o PIB deve chegar ao final do ano crescendo na casa dos 2,7% e o País vai entrar em 2018 com "crescimento forte", com ritmo que deve ficar acima de 2%, mas pode se aproximar de 3%. "Temos previsão positiva para a economia brasileira em 2018 amparada em bases sólidas." A preocupação do governo, afirmou, é crescer de forma sustentada e amparado em reformas.

Meirelles começou seu discurso em São Paulo ressaltando que o Brasil atravessou a pior recessão de sua história, mas o problema agora está sendo superado. "Essa recessão foi mais longa e profunda do que a crise de 1929", disse ele, observando que houve enorme crescimento do número de desempregados no País, mas o mercado de emprego voltou a reagir.

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 7,3% durante a recessão, disse o ministro. Segundo ele, as "causas fundamentais" que provocaram a piora da economia foram enfrentadas pelo governo de Michel Temer. Um destes problemas foi a questão fiscal, afirmou Meirelles. "Tivemos um processo de longo prazo de evolução das despesas, mas que foi aprofundado nos últimos anos."

Caso a piora fiscal não fosse enfrentada, as despesas públicas federais como proporção do PIB chegariam a 25%, disse o ministro. "Uma trajetória claramente insustentável." Com o diagnóstico correto das causas da recessão, se buscou enfrentar os problemas de frente, afirmou Meirelles.

Uma das formas de se buscar resolver a questão fiscal foi o estabelecimento de um teto que limita a alta dos gastos públicos, ressaltou o ministro. Meirelles ressaltou ainda que a crise política no final de 2015 ajudou a piorar também o quadro recessivo.

++ Afif pede Refis para os pequenos negócios

Durante todo o período recessivo, Meirelles ressaltou que as famílias e empresas ficaram mais endividadas, mas que em meados do ano passado esse processo começou a mudar. Assim, o perfil de endividamento começou a melhorar e a confiança dos agentes na economia começou a aumentar. Com isso, o país voltou a crescer, disse ele.

Meirelles participa do congresso anual da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar Fechada (Abrapp).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.