Para Meirelles, não há embate entre BC e Fazenda

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira que viu com tranqüilidade as declarações dadas na última quinta pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e reafirmou que não há qualquer embate entre o BC e o Ministério da Fazenda. "São declarações normais, onde nós estamos todos procurando chegar exatamente nas melhores condições possíveis para o Brasil: o inflação na meta, o País crescendo e criando o máximo de empregos possíveis", disse, ressaltando que "a sintonia e a facilidade de trabalho entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central está indo muito bem". Meirelles ainda destacou que não há qualquer problema em sua relação pessoal e profissional com o ministro Mantega. "A minha sintonia e o diálogo com o ministro Mantega é o melhor possível. Temos tido conversas produtivas, boas, excelentes e, portanto, é um ambiente de cooperação e debates". Segundo Meirelles, divergências, entretanto, são comuns e fazem parte do trabalho da equipe econômica. "Muitas vezes a discussão é absolutamente legítima, positiva. Não vi nada demais. Achei uma observação absolutamente equilibrada, expressando opiniões absolutamente razoáveis e legítimas", afirmou. Controle de inflação Meirelles também voltou a afirmar que, independente das discussões que possam emergir por conta dos problemas decorrentes do juro alto do País, o BC continuará a exercer o controle da inflação. "Evidentemente que o Banco Central faz seu trabalho normalmente, assume sua responsabilidade, delegada pelo Conselho Monetário Nacional e pelo presidente da República: manter a inflação na meta". O presidente do BC ainda negou que tenha feito qualquer queixa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as declarações dadas na última quinta pelo ministro Mantega. "Não tive a oportunidade de conversar com o presidente nas últimas 48 horas", disse. Perguntado sobre se o País pode crescer entre 4,5% e 5%, como já declarou Mantega, Meirelles respondeu: "Nós torcemos para que o País possa crescer o máximo possível". No entanto, Meirelles reafirmou que a previsão do Banco Central é a que está no relatório de inflação, ou seja, uma expansão de 4% neste ano.

Agencia Estado,

28 Abril 2006 | 15h56

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