Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Para Meirelles, País está superando 'pior recessão da história'

Em nota, ministro da Fazenda destaca que resultado marca o segundo trimestre consecutivo de crescimento depois de 'dois anos de retração, inflação recorde e desemprego crescente'

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2017 | 13h41

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou no fim da manhã desta sexta-feira, 1, o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, em relação aos três primeiros meses de 2017. "O dados do IBGE divulgados hoje confirmam que o Brasil está superando a pior recessão da história. Registramos entre abril e junho o segundo trimestre consecutivo de crescimento, depois de dois anos de retração, inflação recorde e desemprego crescente", afirmou o ministro, por meio de nota.

Para Meirelles, as medidas adotadas pelo governo para recolocar o Brasil no caminho do crescimento sustentável começam a mostrar efeitos. Ele destacou que o consumo familiar voltou a crescer entre abril e junho, depois de nove trimestres de retração. "As empresas estão voltando a contratar. A inflação baixa e a queda consistente dos juros contribuem para a retomada do consumo das famílias", completou.

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O ministro ainda voltou a prometer que a retomada da atividade econômica irá se fortalecer nos próximos meses. "Entraremos em 2018 num ritmo forte e constante. Continuaremos a trabalhar para garantir que essa expansão seja longa e duradoura, gerando emprego e renda para os brasileiros", concluiu.

'Ritmo de crescimento'. O Ministério do Planejamento também se pronunciou sobre o resultado em nota. Segundo a pasta, o PIB no segundo trimestre aponta para um desempenho melhor que o inicialmente projetado pelas expectativas de mercado e corresponde a um ritmo de crescimento anualizado de 1,0%.

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Para o ministério, a retomada do consumo das famílias e do setor de serviços decorre de medidas propostas pelo governo, como a permissão de saques das contas inativas do Fundo de Garanta por Tempo de Serviço (FGTS) e a redução dos juros do crédito consignado e do cartão de crédito.

"Vale dizer que, nos próximos meses, outras medidas favoráveis ao crescimento econômico deverão alcançar resultados similares, garantindo a manutenção da retomada da atividade, do emprego e da renda, de maneira sólida e sustentável", afirmou a pasta, no documento.

Assim, como destacado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o Planejamento citou que esse foi o primeiro trimestre de crescimento efetivo do consumo das famílias após oito trimestres sucessivos de retração e um de estabilidade. A pasta elencou ainda a desaceleração da queda da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), o que, na avaliação do ministério, prepararia a retomada do investimento.

"O desempenho da economia entre abril e junho confirma as expectativas do Governo de que a segunda metade de 2017 será ainda mais favorável à atividade econômica, levando a um ano de 2018 bastante promissor para o setor produtivo e para as famílias. Esse cenário reforça nossa confiança e realimenta nossas energias para avançarmos com a agenda de reformas fundamentais para o futuro do nosso País", concluiu o Planejamento.

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