Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para Meirelles, reformas podem caminhar paralelamente

Ministro, que visitou a sede do Estadão nesta manhã, reforçou que o importante é que não se perca o foco da reforma da Previdência

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 12h44

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse com exclusividade ao Estadão/Broadcast não ver riscos para o trabalho de equilíbrio das contas públicas o fato de a base aliada do governo sinalizar interesse em votar as reformas política e tributária antes da Previdência. Para o ministro, que visitou a sede do Estadão nesta manhã, o importante é que não se perca o foco da reforma da Previdência.

“A Previdência é fundamental para a economia, para a retomada da confiança e para que o País volte a crescer. Então, independentemente de outras reformas, as coisas podem caminhar paralelamente como é o caso de qualquer Congresso”, disse o ministro.

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Perguntado se há clima para suportar as tramitações de tantas reformas quase que ao mesmo tempo, Meirelles disse: “não necessariamente com exatamente o mesmo cronograma. Mas evidentemente, são comissões diferentes que podem discutir [as várias reformas]”, explicou.

Meta fiscal. O ministro disse ainda que a equipe econômica está trabalhando fortemente em alternativas para, no máximo de seu esforço, tentar evitar a alteração da meta fiscal.

“Estamos trabalhando fortemente nisso, principalmente com a arrecadação e avaliando a evolução tributária da arrecadação com a recuperação da economia”, disse o ministro após ter visitado na manhã desta sexta-feira a sede do Estadão.

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A reportagem colocou para o ministro a avaliação de vários economistas de que a mudança da meta não arranhará a credibilidade da equipe econômica, mas que vai gerar um certo desconforto.

“Eu acho que é um pouco prematuro nós estarmos, no momento, tentando chegar à grandes conclusões. O importante é continuar trabalhando na arrecadação e continuar, de fato, aguardando os resultados para que possamos tomar as decisões no devido tempo”, disse o ministro.

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No mercado e até mesmo dentro de alguns setores do governo, já é dado como quase certo que haverá necessidade de se alterar a meta de fiscal da atual previsão de déficit de R$ 139 bilhões para até R$ 159 bilhões, o que significa aumentar o rombo das contas públicas em pelo menos mais R$ 20 bilhões neste ano.

O ministro disse que a despeito de qualquer outra coisa, é importante que a Reforma Tributária seja votada o mais rápido possível. “O presidente da Câmara está falando em já pautá-la para setembro, o mês que vem, e, se isso acontecer, eu acredito que teremos todas as condições, de fato, de aprovar a Previdência até o final de outubro”, disse Meirelles. 

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