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Para melhorar economia é preciso rever carga tributária, diz Pochmann

O secretário Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Márcio Pochmann, afirmou nesta terça-feira que o sucesso das políticas de desenvolvimento social passa pela correção dos erros da política econômica dos últimos anos. Um exemplo claro disso, segundo ele, é a cidade de São Paulo. "Nos anos 90, a cidade perdeu 4 mil empreendimentos industriais e 570 mil empregos. E o desemprego subiu de 180 mil no final dos ano 80 para mais de 1 milhão hoje", afirmou. O secretário disse que a melhora da política econômica depende da correção da carga tributária. "A carga tributária passou de 26,5% do PIB em 1991 para 36% neste ano. Em São Paulo, passou de 26,8% para 52%. Isso é próximo dos países escandinavos", afirmou. Apesar do aumento na carga tributária paulistana na década passada, o repasse ficou menor, segundo Pochmann: em 91, a cada R$ 10,00 arrecadados, R$ 2,00 ficavam no município; hoje, a cada R$ 10,00, apenas R$ 0,95 ficam na capital. Pochmann defendeu ainda gestões públicas diferenciadas para combater o que ele chama de "indústria da pobreza", que são entidades e pessoas que vivem dos repasses de verbas públicas. Em São Paulo, segundo ele, já há uma diferenciação da gestão dos programas sociais. "Tanto que o custo meio, que são os gastos administrativos, de cadastramento, fiscalização, entre outros, em São Paulo é de 6% (do total destinado aos programas) hoje, contra uma média nacional de 53%", disse. O secretário participou do seminário Políticas Sociais e Sustentabilidade, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 14h27

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