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Para metalúrgicos, aumento real de 5% está de acordo com economia do País

‘Achamos que tem bastante espaço para o aumento real’, disse presidente do sindicato 

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 12h46

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, disse nesta sexta-feira, 28, que um pedido de aumento real de 5% nos salários da categoria está de acordo com o desempenho da economia nacional neste ano. Apesar do Ministério da Fazenda projetar para 2011 crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 3,5% e 4%, Torres explica que esse desempenho está ancorado em uma base de comparação muito alta, que foi o ano de 2010, quando a economia do País registrou avanço de 7,5%. "O crescimento desse ano é em cima de uma base muito grande", disse. "Achamos que tem bastante espaço para o aumento real", completou.

Os metalúrgicos irão se reunir no domingo pela manhã, em São Paulo, para discutir eventuais propostas das empresas. Torres afirmou que aguarda receber novas ofertas nas reuniões programadas para hoje ou até amanhã, para que elas possam ser apreciadas na assembleia geral da categoria no dia seguinte. Ontem, o comando de negociação rejeitou na mesa propostas que previam reajuste global de 7,5% a 8,4%, o que significaria aumento real de pouco mais de 1%. "O que foi oferecido até agora é impossível", reclamou.

De acordo com o presidente do sindicato, um indicativo de greve está na pauta da assembleia de domingo. Torres lembrou manifestações realizadas pelos metalúrgicos em São Paulo e em Mogi das Cruzes neste mês, o que mostra mobilização e "disposição" para uma paralisação da categoria caso as propostas das empresas não contemplem seus pedidos. "O que eu vejo na categoria é que a disposição para a greve está muito forte", afirmou. "O trabalhador quer um aumento razoável. Não somos radicais, mas queremos ser reconhecidos pelo nosso trabalho", concluiu.

Além de aumento real, a categoria pede valorização do piso, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, participação nos lucros e resultados (PLR) das empresas para todos os funcionários, licença-maternidade de 180 dias e inclusão digital, entre outras requisições de uma pauta de 152 cláusulas. aproximadamente, 800 mil.

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