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Para Miguel Jorge, desaceleração já chegou ao 'fundo do poço'

Ministro do Desenvolvimento afirmou que sua projeção 'é de um crescimento 2% do PIB no País em 2009'

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

20 de maio de 2009 | 16h27

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, acredita que a desaceleração econômica no País já atingiu o fundo do poço e que, a partir dos próximos meses o Brasil voltará a crescer. "Minha projeção ainda é de um crescimento 2% do PIB no País em 2009", afirmou o ministro, ao chegar nesta quarta-feira, 20, à Istambul com a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo vinha indicando que o crescimento ficaria entre zero e 2%.

 

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"Já batemos (no fundo do poço)", disse, lembrando que de fato o País registrou uma recessão técnica nos últimos quatro meses e entre setembro e dezembro de 2008. "Mas os resultados que estamos recebendo já indicam uma recuperação. Já produzimos 1 milhão de automóveis, o que é pouco a menos do que foi produzidos nos últimos quatro meses do 2008", disse. Ele ainda destaca que a taxa de desemprego ficou estabilizada em 100 mil novas demissões por mês. "Essa é uma indicação de que houve uma estabilização do processo do desemprego", afirmou.

 

"A partir de agora, vamos melhorar. O segundo semestre será quando daremos a volta", assegurou Miguel Jorge. Ele acredita que países como o Brasil e China terão menos dificuldades para sair da crise. "Vimos a tragédia que tem sido o desemprego nos Estados Unidos e Europa", apontou. Para ele, a redução dos impostos e dos juros, além do maior financiamento, está ajudando os brasileiros a comprarem.

 

Miguel Jorge indica ainda que é cedo falar na renovação da isenção do IPI para carros, que vence no final de junho. "Se vamos precisar ou não renovar, é cedo para dizer. Vamos esperar as vendas de maio e junho para avaliar o comportamento do mercado. Temos ainda de ver qual foi impacto da isenção do IPI e como impactou a arrecadação", disse. Uma decisão, segundo ele, somente será tomada em meados de junho. Ele ainda alertou que a decisão do Reino Unido de dar US$ 3 mil para cada pessoa que queira comprar uma carro novo, anunciado nesta semana, é "um pouco tarde". "Em alguns aspectos, estamos muito melhores que esses países", disse.

 

Em seu discurso, ele continua insistindo que é contra a renovação da isenção, pelo menos para evitar que as pessoas adiem compras, pensando numa extensão do prazo. "Se eu fosse a favor, as pessoas postergariam as compras. 24 horas antes do fim do prazo, ainda direi que sou contra a renovação", disse. "Hoje, tenho de dizer que eu sou contra. Mesmo que se eu fosse a favor, diria que eu sou contra.

 

Exportações

 

Miguel Jorge evita fazer projeções sobre o comportamento das exportações até o final do ano. "Mas já vemos resultados bons nas vendas. O resultado ainda é menor que o que vimos no ano passado. Mas estamos recebendo bons sinais para o superávit", afirmou.

 

"Nossa avaliação é que as exportações vão se acelerar a partir de agora. A greve na Receita Federal nos últimos dois meses deformou os números das exportações de março e abril. Mas com início da recuperação em alguns mercados, como o da China, veremos uma recuperação de nossas exportações também", disse.

 

Ele aponta que, enquanto as projeções apontavam para um crescimento da China de 5,8% a 6% de seu PIB, a lata já é de 7,2%. "A China está comprando muito minério, voltou a comprar soja", disse.

 

Miguel Jorge defendeu os resultados da visita de Lula para China. "O BNDES obteve US$ 800 milhões e a Petrobras mais US$ 10 bilhões. Conseguimos ainda a liberação de carne de frango", disse.

 

Ele admite que ainda não conseguiu a abertura do mercado de carne bovina. Mas ponta que vai continuar insistindo. Outro ponto que fracassou foi a venda de aviões da Embraer. "Vamos continuar negociando. O elefante se come aos pedaços", alertou.

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