ED FERREIRA/ESTADAO
ED FERREIRA/ESTADAO

Para ministra, alta da Cide é necessária

Segundo a titular da Agricultura, Kátia Abreu, 'ninguém pode reclamar' do aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobrás, porque o governo está deixando preços fluírem segundo as condições do mercado

Adriana Fernandes, Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2015 | 23h09

BRASÍLIA - Uma das ministras mais próximas da presidente Dilma Rousseff, a titular da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou nesta quarta-feira que “ninguém pode reclamar” do aumento dos combustíveis anunciado pela Petrobrás porque o governo está deixando os preços fluírem de acordo com as condições do mercado.

Defensora dentro do governo do aumento da Cide-combustíveis para garantir competitividade ao etanol, a ministra disse que a alta da gasolina e do diesel tem impacto positivo para o setor. Mas, segundo ela, a elevação do tributo - que não precisa do aval do Congresso e pode ser feito por meio decreto - continua sendo necessária. Ela avalia, agora, que a alta da Cide pode ser menor para ajudar o setor do etanol.

“A política do governo não é de controle de preços de combustível, e está deixando as coisas fluírem de acordo com o mercado, era tudo o que nós queríamos. O mercado de preços está livre”, disse em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Segundo ela, o fato de a gasolina ter subido 6% efetivamente diminui a necessidade da Cide chegar a R$ 0,60 por litro. A ministra afirmou que o consumidor que quiser abastecer com álcool não vai pagar o imposto. “Tem uma opção”, disse.

Mais conteúdo sobre:
combustíveis cide kátia abreu

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.