EFE
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Para ministro do Comércio Exterior, 'linhas gerais' da política econômica não mudarão

Armando Monteiro disse que Levy e Barbosa tem um estilo próprio cada, mas que essas diferenças não afetarão a condução do ajuste fiscal

Murilo Rodrigues Alves, enviado especial, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2015 | 14h40

Atualizado às 15h41

ASSUNÇÃO - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse que "de forma alguma" haverá mudança nas linhas gerais da economia brasileira com a troca do comando do Ministério da Fazenda, de Joaquim Levy para Nelson Barbosa.

"O Brasil continuará firmemente buscando o equilíbrio fiscal e, ao mesmo tempo, gerando iniciativas para que a economia brasileira tenha uma retomada", afirmou Monteiro neste domingo. Ele participa de encontro de ministros de países do Mercosul, na cúpula de Assunção, no Paraguai.

Monteiro ressaltou que cada um dos dois ministros tem um estilo próprio, mas que essas diferenças não afetarão a condução do ajuste fiscal. "Barbosa tem a confiança da presidente e compromisso muito firme com o fiscal", disse Monteiro, que destacou a "competência técnica" do colega e sua habilidade de relacionamento com o Congresso Nacional. O novo titular do Ministério da Fazenda voltou a defender o ajuste em sua primeira entrevista exclusiva, publicada na edição de hoje do Estado. 

Sobre o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso, Monteiro afirmou que é preciso priorizar uma "agenda de interesse" que possa promover mais rapidamente a recuperação da economia brasileira. "A disputa política, embora legítima, deve ter como limite os interesses do País", afirmou.

Bolívia. Monteiro também aproveitou o encontro para estabelecer um paralelo entre as economias do Brasil e da Bolívia. "São economias que têm revelado um dinamismo, mas que têm características próprias que não se harmonizam com as de outras economias. O que se quis registrar é que esse dinamismo econômico é algo de que todos desejam. Mas as economias são distintas, as estruturas produtivas são distintas e as políticas macroeconômicas também não são absolutamente convergentes", afirmou o ministro.

Ele rebateu a avaliação do novo presidente do Banco Central da Argentina, Frederico Sturzenegger, que disse, mais cedo, que Bolívia e Paraguai são o "norte" para a política econômica do Mercosul. "Quando ouvimos que os bolivianos têm uma inflação de 2,5% e um crescimento de 5%... Nos dá um norte. O Paraguai com inflação de 4%", disse. "Desejo que o Mercosul possa convergir para um processo de maior harmonização das políticas econômicas", afirmou o ministro brasileiro.

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