Para ministro, Fórum será grande mesa de negociação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instalará às 10h30, no Palácio do Planalto, o Fórum Nacional do Trabalho. A idéia é discutir uma nova estrutura da legislação sindical e trabalhista. Segundo o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, o Fórum Nacional será uma grande mesa de negociação, onde os protagonistas serão empresários e trabalhadores (21 de cada lado), escolhidos por eles mesmos. Caberá ao governo o papel de indutor da negociação e de mediador. "Evidentemente que será possível estabelecer um consenso que melhore a relação capital-trabalho, criando um ambiente mais favorável à geração de emprego, que é o desafio central do presidente Lula", disse o ministro, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Precarização da mão-de-obra Jaques Wagner negou que seja contra a atualização da legislação trabalhista e sindical. "O que eu sou contra é o processo de precarização e barateamento da mão-de-obra. Eu acredito que o Brasil só chegará definitivamente a uma condição de país desenvolvido com o mercado interno forte. Mercado interno forte significa massa salarial, geração de mais emprego. Portanto, estamos fazendo um fórum para que trabalhadores e empresários negociem e aquilo que for produzido na mesa de negociação vai para as mãos do presidente da República, para que ele remeta ao Congresso Nacional", disse o ministro. O ministro disse ainda que a questão do desemprego não é exclusivamente nacional. Ele citou os Estados Unidos, com um índice de desemprego de 6,5%, a Europa, com 9% e o Brasil, com 13%. "É claro que nós temos no momento uma economia não aquecida no mundo inteiro. Agora, se na crise você não buscar saídas, não se chegará onde queremos, com maior geração de emprego e maior massa salarial", disse o ministro. Jaques Wagner confirmou ter demitido sua secretária-executiva, Sandra Starling. "Sou amigo pessoal da Sandra há muito tempo, temos uma relação familiar forte. Foi uma questão meramente administrativa, estilos de administrar diferentes que não estavam se somando", justificou.

Agencia Estado,

29 Julho 2003 | 09h16

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