Para montadoras, fase ruim é passageira

Executivos têm esperança de que as vendas voltem a crescer no Brasil

, O Estadao de S.Paulo

12 de janeiro de 2009 | 00h00

O presidente mundial da General Motors, Rick Wagoner, disse estar surpreso com a queda de vendas no mercado brasileiro. Ele espera, porém, que seja "um típico fenômeno passageiro". O executivo informou que os investimentos no País estão mantidos e a subsidiária local deve conseguir recursos próprios para projetos em andamento no País.A GM do Brasil aguarda da matriz aval para um investimento extra de US$ 1 bilhão no País para renovar toda sua linha de veículos ate 2012. Wagoner não adiantou se a liberação vai ocorrer ainda este ano.Na quarta-feira, o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila, estará em Detroit com o comando mundial da empresa para discutir projetos futuros. A companhia, que trabalha neste momento no lançamento, ainda este ano, do primeiro modelo de uma família, por enquanto chamada de Viva, espera o novo pacote de investimentos para o período 2010-2012. O atual programa, de US$ 1,5 bilhão, termina na próximo ano.Bill Ford, presidente mundial do conselho da Ford, afirmou que o Brasil segue sendo muito importante para a marca. "Trabalhamos para manter todos os planos estratégicos no Brasil", disse. A filial brasileira tem gastos previstos de R$ 3,5 bilhões para os próximos anos.Mark Fields, presidente da Ford para as Américas, acredita que o Brasil está sendo afetado pela crise internacional e citou o que ocorreu com o mercado local no último trimestre de 2008, quando as vendas despencaram. Ele ressaltou, entretanto, que as ações que o governo brasileiro adotou, de redução de impostos e liberação de crédito para o financiamento, "vão ajudar muito para que o impacto não seja tão acentuado".O Brasil, disse Fields, faz parte do projeto de ter plataformas globais de veículos, principalmente de modelos de pequeno porte. "Vamos acelerar para ter carros mais eficientes em todos os mercados."A Chrysler espera um crescimento de 5% nas vendas do grupo no Mercosul, ante as 45 mil unidades de 2008. A marca vai lançar este ano no Brasil o sedã Trazo, que está sendo produzido no México em parceria com a Nissan, voltado especialmente para o mercado latino-americano."Somos pequenos jogadores no Brasil, mas queremos seguir com o histórico de crescimento de vendas que já dura cinco anos", afirmou Eduardo Mayoral del Valle, diretor-geral para a América Latina.C.S.

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