Para Moody?s, Brasil está mais resistente

A agência de classificação de risco Moddy´s Investor Service anunciou que revisou a perspectiva (?outlook?) dos ?ratings? (classificações) soberanos do Brasil, de "estável" para "positivo". A melhora da perspectiva refere-se aos ratings B1, que é a classificação em moeda estrangeira para bônus e notas, e B2, que é a classificação em moedas estrangeiras para depósito bancário. A perspectiva para nota em moeda local do Brasil, que também é B1, passou para positiva. "A perspectiva positiva é baseada na resistência crescente do Brasil a choques e ao contágio regional", afirmou o vice-presidente e analista sênior para Brasil da Moody´s, Ernesto Martinez-Alas. "Esta resistência tem sido sustentada por políticas macroeconômicas adequadas, e o impacto benéfico de vários anos de progresso na solidificação dos ganhos do ajuste fiscal e da disciplina em todos os níveis de governo", afirmou. Segundo a Moody´s, as autoridades brasileiras têm administrado com sucesso os choques domésticos, como a crise de energia, e os choques externos, incluindo a continuada deterioração na Argentina. A Moody´s espera que, em antecipação a futuros choques, as autoridades continuem a adotar as medidas apropriadas, no tempo adequado. A Moody´s informou que continuará a monitorar de perto a manutenção de um elevado superávit primário, que por sua vez, deverá contribuir para manter a dinâmica da dívida do setor público sob controle. "O principal desafio para o País no curto prazo é consolidar a continuidade institucional, para garantir que o Brasil continuará avançando com base nos ganhos macroeconômicos já atingidos", afirmou Martinez-Alas. A Moody´s também informou que irá acompanhar de perto os acontecimentos políticos na corrida para as eleições programadas para outubro de 2002. "Do ponto de vista de observação de hoje, a eleição não deverá mudar a direção e o impulso geral da política econômica e das reformas", disse Martinez-Alas.

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