Para o Bric, protecionismo ainda ameaça economias

"Apesar dos sinais positivos, é muito cedo para declarar vitória (na economia mundial", disseram os ministros das finanças do Brasil, Rússia, Índia e China, segundo o rascunho do comunicado que deve ser divulgado após um encontro das autoridades dos respectivos países. "O protecionismo continua a ser uma ameaça real à economia global", diz o documento preliminar. A reunião dos quatro maiores países emergentes, grupo que passou a ser conhecido como Bric, acontece como parte do encontro do G-20, grupo das 20 maiores economias desenvolvidas e emergentes do mundo, que começa hoje em Londres e termina amanhã.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

04 de setembro de 2009 | 12h34

O ministro de Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, disse também que ainda existe a necessidade de reformar o sistema global de moedas de reservas, mas essa é uma questão que provavelmente não será resolvida dentro dos próximos cinco ou dez anos. Falando após se reunir com o ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, Kudrin afirmou que "moeda de reserva é assunto para o longo prazo".

A Rússia e algumas outras grandes economias em desenvolvimento estão insatisfeitas com o atual sistema internacional de moedas, no qual as reservas estrangeiras estão em grande parte denominadas em dólares, que também serve como a unidade dominante de contabilidade no comércio global. Isso deixa as economias à mercê dos formadores de política dos EUA, cujas ações podem afetar o valor das reservas, das importações e das exportações. As informações são da Dow Jones.

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