finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Para o Credit Suisse, novos lotes são menos atraentes

Cinco dos sete trechos que ainda vão a leilão são classificados como 'desafiadores' e 'não atraentes' pelo banco

ALEXA SALOMÃO, LUIZ GUILHERME GERBELLI, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2013 | 02h10

Relatório do banco Credit Suisse indica que dentro do pacote de concessão de rodovias previsto pelo governo para ir a leilão os trechos da BR-050 e da BR-262 eram os melhores entre os nove selecionados. Como a BR-262 não recebeu nenhuma proposta, o cenário tornou-se incerto para os demais.

Os dois primeiros trechos são os menos extensos e exigem investimentos menores que os outros (veja o quadro). No entanto, segundo sondagem realizada pelo banco após o fracasso do leilão da BR-262, os investidores consideraram que o prazo previsto para a realização das obras, de cinco anos, era insuficiente para concluir com a devida qualidade todas as melhorias exigidas.

O trecho da BR-101 na Bahia, que está previsto para ir a leilão em 23 de outubro, foi considerado "razoável" no levantamento do banco. Hoje no mercado há quem avalie que ele pode ter o mesmo destino da BR-262 e não receber nenhuma proposta. Parte de suas obras também estão a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Se o órgão atrasar a conclusão do que lhe cabe vai comprometer o retorno do investidor privado.

Os 1, 8 mil quilômetros de estradas previstas nas concessões nos estados de Mato Grosso (BR-163) e Mato Grosso do Sul (BR-163/262/267) são considerados os mais complexos. Exigem mais de R$ 17 bilhões em investimentos para duplicações que devem ser entregues no prazo de cinco anos.

Representantes do setor de rodovias concordam com a perspectiva do estudo de que o desafio do governo pode ser ainda maior nos próximos meses. O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade (PMDB-MG) acredita que o resultado ruim, apesar de não compromete todo o programa, pode se repetir. Andrade aponta que há risco no lote da BR-060-153-262, que passa pelo Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. No estudo do Credit ele é considerado "desafiador".

"Ainda é preciso fazer ajustes no programa", diz Andrade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.