Para o Google, pior da crise já passou

Eric Schmidt, presidente do Google, subiu ontem ao palco do principal auditório do Palácio dos Festivais sob o peso do grande sucesso feito por Steve Ballmer, presidente da Microsoft, dois dias antes. Ballmer falou essencialmente do Bing, o buscador que acabou de lançar para concorrer com o Google. Schmidt deu o troco ao ser perguntado se conhecia a ferramenta: "Já visitei. O Google fica feliz com quem continua tentando entrar nesse mercado."Convidado de Maurice Lévy, presidente do grupo francês Publicis, Schmidt falou sobre crise global, e disse achar que o pior já passou. Admitiu, porém, que ela prejudicou em parte os seus negócios, por causa dos cortes de verbas publicitárias Mas reforçou seu usual discurso de que, em períodos de retração econômica, as pessoas pesquisam mais os preços para encontrar melhores ofertas. E fazem isso nos sites de busca.Schmidt Comentou também a falta de liberdade de expressão, em crítica às restrições sofridas pela internet em países como China e Irã, onde sites são bloqueados pelos governos. Informou que tem mobilizado seus advogados para enfrentar a questão.ANUNCIANTESEm outro seminário bastante esperado, Martin Sorrel, presidente do maior grupo de propaganda global, o inglês WPP, trouxe quatro grandes anunciantes para falar de propaganda em tempos de crise. Sorrel juntou os principais executivos de marketing da Kraft Foods, Procter & Gamble, McDonald?s e Johnson & Johnson. Juntos, esses grupos investem mais de US$ 15 bilhões por ano em comunicação.Porém, se, de um lado, Sorrel queria estimular as empresas a investir em mídia como uma boa receita para crescer na crise, do outro, os anunciantes reclamaram que o marketing está carecendo de boas ideias - aquelas que efetivamente liguem os consumidores às marcas.

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