Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Engajamento de caminhoneiros foi aquém do prometido, avalia Planalto

No primeiro dia da manifestação, governo está convencido de que protesto tem cunho político; temor é de que ato se some às manifestações pró-impeachment marcadas para o fim de semana

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2015 | 18h53

BRASÍLIA - Ao final do primeiro dia de manifestação dos caminhoneiros, a avaliação do governo foi de que o engajamento foi "muito aquém" do anunciado e prometido pela categoria. A presidente Dilma Rousseff foi informada ao longo do dia da mobilização e este foi um dos assuntos da reunião de coordenação na manhã desta segunda-feira, 9, no Palácio do Planalto. 

O governo continua convencido de que o protesto tem cunho eminentemente político e que, embora os caminhoneiros até tenham uma pauta que inclui frete mínimo e redução do preço do diesel - considerados sem condições de atendimento, o objetivo é pedir a saída da presidente Dilma. Até o final da tarde deste primeiro dia, havia apenas quatro pontos de interdição no Paraná, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Tocantins e onze Estados com caminhoneiros em greve. Mas até, então, a situação estava sendo considerada sob controle.

Uma preocupação do governo é que este protesto nas estradas se mantenha de alguma forma até o final de semana e seja engrossado com a manifestação pró-impeachment que está marcada para domingo, dia 15 de novembro, feriado de Proclamação da República. Até agora, a avaliação do Planalto é que até mesmo esta manifestação não está encontrando eco nas redes sociais. Mas, de qualquer forma, há um temor de que ela possa crescer nos próximos dias, dependendo do que acontecer no Congresso e do protesto dos caminhoneiros.

O principal acompanhamento da situação nas estradas, em fevereiro e março, quando houve a paralisação anterior, está nas mãos do Ministério da Justiça. O Planalto, embora discuta e acompanhe o tema, quer evitar colocar o assunto no colo da presidente Dilma. Os quatro pontos de interrupção de estradas no Paraná, Pernambuco, Tocantins e Rio Grande do Norte também estavam sob controle e o governo informava que estava conseguindo desobstruir aos poucos.

Se houver necessidade, o governo usará, novamente, o instrumento das liminares preventivas, como fez no início do ano. Até agora, não foi necessária ordem judicial para abrir estrada. Mas a Advocacia Geral da União já foi acionada para ficar atenta para agora, caso haja necessidade. O governo não quer deixar que haja estrada fechada para impedir que se tente promover qualquer desabastecimento. 

Neste mesmo balanço do Ministério da Justiça, que fala dos quatro pontos de interrupção de estradas, há informação de que em 11 estados houve manifestação e motoristas em greve, estacionados ao longo das estradas, principalmente no Rio Grande Sul. Apesar da maior mobilização, não houve fechamento de trânsito nas estradas gaúchas. Tudo está sendo considerado sob controle pelo governo e até mesmo nas redes sociais o engajamento está sendo dado como muito aquém do esperado.

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