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Para ONU, estagnação fortalecerá protecionismo europeu

O desempenho sofrível da economia européia em 2002 poderá fortalecer a onda protecionista no continente. A avaliação é da Comissão da ONU para a Europa, que alerta que, diante de um baixo crescimento, os setores privados vão pressionar seus governos para manter as medidas que impeçam a concorrência externa.Segundo os dados da União Européia (UE) e da própria ONU, o crescimento da economia da Europa ficará abaixo do esperado. Segundo a Comissão da ONU, a França deve apresentar um aumento de 1% em seu PIB. Já a Alemanha, terá sua economia praticamente estagnada, com crescimento de apenas 0,4%. Na média, o crescimento da UE será de 1%, um dos mais baixos dos últimos anos.O pior é que nem mesmo as perspectivas para 2003 apontam uma recuperação significativa. Para a Comissão da ONU para a Europa, a França fechará o próximo ano com um crescimento de 2%. Já Alemanha teria um aumento em seu PIB de 1,4% e a Itália apresentaria um crescimento de 1,8%.Diante de dois anos de baixo crescimento, especialistas acreditam que os setores como o agrícola podem ser afetados pela recessão. Portanto, o lobby dos fazendeiros europeus para que o mercado continue fechado deve aumentar. A lógica é simples: se não há crescimento, os setores produtivos tendem a se organizar para evitar novos concorrentes em um mercado estagnado.Outro setor que promete lutar para manter seus benefícios é o siderúrgico. Os europeus podem repetir o que ocorreu nos Estados Unidos, quando a crise no setor levou o governo a aplicar tarifas para as importações de vários países, inclusive as do Brasil.PerdedoresSegundo analistas europeus, quem mais sofrerá com o protecionismo seriam países que hoje estariam negociando um melhor acesso ao mercado europeu, como o Brasil e os demais sócios do Mercosul. "É difícil imaginar que os governos europeus concordarão em abrir seus setores sensíveis exatamente quando a economia está em um de seus piores momentos", afirmou um economista de Bruxelas.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2002 | 16h45

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