Manuel Elias/EFE - 18/1/2019
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Para ONU, países em desenvolvimento estão à beira da ruína financeira

Secretário-geral, António Guterres, defendeu em reunião do G-20 que novos esforços sejam direcionados para atender às necessidades dos países em desenvolvimento

Juliana Martins, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 11h48
Atualizado 21 de novembro de 2020 | 11h49

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defendeu neste sábado, 21, em um discurso antes da reunião virtual de líderes das 20 maiores economias do mundo (G20), que novos esforços sejam direcionados para atender às necessidades dos países em desenvolvimento. 

"Os países desenvolvidos podem se dar ao luxo de fornecer um enorme alívio para as suas sociedades, e estão fazendo isso, mas o mundo em desenvolvimento está à beira da ruína financeira e da crescente pobreza, fome e sofrimento indizível", disse ele.

Na apresentação, ele também pediu aos líderes do G20 um aumento nos recursos financeiros disponíveis para o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Guterres, ainda que o G20 tenha estendido a iniciativa de suspensão da dívida por seis meses, esse movimento ainda não é suficiente. 

"Estou pressionando por uma nova extensão até o final de 2021 e também por uma expansão do escopo dessas iniciativas a todos os países em desenvolvimento e de renda média necessitados", ressaltou, acrescentando que o efeito dominó das falências pode devastar a economia global.

Guterres comentou, ainda, que o mundo precisa de ações concretas para se recuperar após a pandemia do coronavírus, incluindo medidas que favoreçam a sustentabilidade climática. 

Além disso, afirmou que os avanços recentes nas vacinas para a covid-19 "oferecem um raio de esperança", mas que elas precisam ser tratadas como um bem público global, para garantir que cheguem a todas as pessoas.

Brasil

O presidente Jair Bolsonaro participa neste fim de semana da cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo.

Em virtude da pandemia da Covid-19, o encontro será virtual, a exemplo da cúpula do Brics e da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Em mensagem de vídeo de boas vindas postada nas redes sociais pela organização do G-20, Bolsonaro afirmou que “desde o início” seu governo ressaltou que “era preciso cuidar da saúde e da economia, simultaneamente”. “O tempo vem provando que estávamos certos”, disse o presidente.

Em sua mensagem, Bolsonaro afirmou ainda que os desafios enfrentados em 2020 não têm precedentes na história recente. “A cooperação no âmbito do G-20 é essencial para superarmos a pandemia de covid-19 e retomarmos o caminho da recuperação econômica e social”, disse.  

 

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