Divulgação
Divulgação

Para oposição, BC perdeu a autonomia

Para o deputado tucano Bruno Araújo, a decisão de manter a Selic a 14,25% mostra que o intervencionismo de DIlma 'chegou oficialmente' ao BC

Ricardo Brito e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2016 | 08h07

Para a oposição, o Banco Central perdeu a autonomia ao seguir os desejos do PT e do Palácio do Planalto e manter a taxa básica de juros no mesmo patamar. O líder da minoria na Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), afirmou que a instituição deu uma demonstração de que perdeu o que restava de sua “aparente autonomia” ao deixar a Selic em 14,25% ao ano. Para o tucano, a decisão mostra que o intervencionismo da presidente Dilma Rousseff “chegou oficialmente” ao BC.

“(A manutenção da Selic) é uma demonstração de que o BC perdeu o que restava de sua aparente autonomia e aprofunda a economia brasileira numa crise de falta de credibilidade”, afirmou Araújo. O parlamentar destacou que a decisão mostra o intervencionismo de Dilma.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), também criticou a decisão do Copom. Para o parlamentar, a decisão representa a manutenção da mesma política de juros que “asfixia a economia nacional”.

“O ideal seria que tivesse diminuído”, disse o parlamentar. Ele ressaltou que o atual nível da Selic tem sido um dos principais inibidores do crescimento da economia. “Foi mais uma sinalização ruim de um governo perdido”, disparou.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que o BC exorbitou de suas atribuições ao responder, por meio de nota, a relatório divulgado pelo FMI. Para Jucá, a nota assinada pelo presidente do BC é “desnecessária”, mas ressalvou não ser o caso de ele ir ao Senado se explicar. “Quem, em tese, tem de responder ao FMI é o Ministério da Fazenda ou o governo”, disse Jucá. “Ele quis ajudar, mas se expôs sem necessidade.”

Jucá defendeu que o Executivo faça um ajuste fiscal de forma a criar condições para redução dos juros. “O cidadão não aguenta mais essa taxa”, disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.