Para Pactual, Copene pode sair por US$ 900 mi

Analistas de investimentos acreditam que o leilão da Copene, previsto para meados de março, terá um único participante comprador: o grupo Ultra. O governo tem convidado companhias, como Perez Companc, a participarem do leilão de venda do controle acionário da Copene, mas não tem encontrado interessados. A Dow Química informou ontem que não irá participar. Consultada hoje pela Agência Estado, a Basf reafirmou seu desinteresse. Luiz Otávio Leydner, analista da área petroquímica do Banco Pactual, diz que a tendência é de se concretizarem os rumores do leilão fracassado em dezembro. Ele observa que não houve uma informação oficial dos valores. Mas lembra que circulou no mercado que o grupo Ultra ofereceu US$ 822 mi para ficar com o controle da Copene, enquanto os vendedores das ações (Conepar, Odebrecht, Mariani e Suzano) pediram US$ 1,05 bi. Leydener acredita que o negócio será fechado no leilão pelo único comprador (o grupo Ultra) por US$ 900 mi. O analista de investimentos da Itaú Corretora, Gilberto Pereira de Souza, observa que apesar do BC ter alterado algumas regras do leilão da Copene, "nada mudou". O fracasso ou sucesso do leilão vai depender do preço a ser fixado pela instituição, segundo ele. Souza acredita que o valor oferecido pelo grupo Ultra de US$ 822 mi (e não aceito pelos vendedores) "foi resultado de boa avaliação". Souza acredita que o grupo Ultra deverá pagar um pouco mais "só para resolver o assunto", mas dificilmente oferecerá o US$ 1 bi exigido pelos vendedores. Ele acredita também que o leilão precisa ocorrer no próximo mês de março, pois esse foi o prazo dado pelo grupo Suzano. O grupo Suzano já deixou claro para os demais participantes do "pool" de venda que tomará atitudes isoladas (negociará individualmente com o grupo comprador) se o leilão voltar a fracassar, disse Souza. A venda isolada de lotes de ações reduz o cacife do grupo vendedor e garante ao Ultra a compra do controle da Copene a um preço reduzido.

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