Divulgação
Divulgação

Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Para Pérsio Arida, é 'business as usual'

Presidente interino do BTG Pactual cita a expressão (em português, negócios, como sempre), sem mencionar diretamente Esteves

Idiana Tomazelli e Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2015 | 08h17

RIO - O presidente interino do BTG Pactual, Pérsio Arida, comentou brevemente a prisão de André Esteves, sócio-fundador e principal executivo do banco, durante abertura de um seminário promovido pela instituição no fim da tarde de quarta-feira no Rio de Janeiro. Segundo duas fontes presentes ao evento, Arida disse à plateia, composta por clientes e investidores, esperar que a situação se resolva o mais rápido possível.

Sem mencionar Esteves nominalmente, o executivo também afirmou que não pretende ficar muito tempo como presidente interino do BTG, de acordo com as fontes. Arida, que já presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Central, usou a expressão “business as usual” (em português, negócios, como sempre) para descrever a situação, relatou um dos presentes ao seminário. Essa fonte, cliente do BTG, confessou que zerou seus investimentos expostos ao banco, mantendo apenas os recursos nos fundos geridos pela instituição. No mercado, existe o temor de uma corrida de investidores ao banco.

Um outro investidor que acompanhou as apresentações contou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que Arida afirmou que as investigações em curso fazem bem para o País. Uma terceira fonte afirmou que o executivo do BTG se disse surpreso com os acontecimentos de quarta-feira. “Em resumo, ele disse que foi um infortúnio, que ninguém esperava e que será superado”, disse um dos presentes.

Sem comentários. Durante o evento, que durou aproximadamente duas horas, foram abordados temas como a inflação, a política monetária dos Estados Unidos e a eleição de Mauricio Macri como presidente da Argentina. Ao final, durante a sessão de perguntas e respostas, nenhum dos aproximadamente 400 investidores que acompanharam o seminário fez perguntas sobre a prisão de Esteves ou a situação do banco a partir de agora.

A reportagem conversou rapidamente com o presidente interino do BTG Pactual ao fim do encontro, realizado no Hotel Sofitel, mas Pérsio Arida preferiu não fazer comentários adicionais sobre os acontecimentos.

Calmo e educado, disse à reportagem que falaria nesta quinta e que não poderia abrir uma exceção e conversar com a imprensa naquele momento. Nesta quinta-feira, Arida participa de seminário semelhante em São Paulo. Local e horário do evento não foram divulgados.

O sócio e economista-chefe do BTG Pactual, Eduardo Loyo, não quis conversar com a imprensa na saída. Apenas disse que se dirigia ao aeroporto para retornar a São Paulo.

O evento, fechado à imprensa, já estava programado para o fim da tarde de quarta quando foi anunciada, pela manhã, a prisão de André Esteves.

Ao longo do dia, houve dúvidas se o BTG manteria o evento, que teria o próprio Esteves como palestrante na abertura. Ainda pela manhã, a assessoria da instituição confirmou a realização do seminário.

Além de Arida e Loyo, também participou o ex-presidente do Banco Central do México Guillermo Ortiz, anunciado como futuro sócio e chefe das operações do BTG no país latino-americano.

Nenhum deles quis falar com os jornalistas na chegada ao evento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.