Nacho Doce/ Reuters
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Para Pérsio Arida, governo é menos liberal do que diz

Ex-presidente do Banco Central disse que a equipe econômica tem sido 'de uma timidez surpreendente' nas reformas estruturais

Bárbara Nascimento e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 21h00

O economista e ex-presidente do Banco Central (BC) Pérsio Arida disse hoje, em evento do Credit Suisse, que o governo atual é “muito menos liberal na política econômica do que o discurso defendido”. Segundo ele, a equipe econômica tem sido “de uma timidez surpreendente” nas reformas estruturais, diante do ímpeto inicial demonstrado e da legitimidade que a agenda econômica ganhou no Congresso Nacional, sob a tutela de Rodrigo Maia.

Arida afirmou que a agenda de privatizações do governo foi uma “decepção”. E emendou que a venda de subsidiárias pelas estatais do governo, ocorrida no ano passado, não traz dinheiro para os cofres públicos e, por isso, não deveria estar na conta da equipe econômica. 

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Quando você vende estatal, o dinheiro vai para o Tesouro. Se vende subsidiária, o dinheiro vai para estatal. Contar venda de subsidiaria como privatização é enganação.
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Ele afirmou ainda que “é difícil entender” porque o governo não deu um passo mais firme para extinguir o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e liberar o dinheiro do trabalhador. Segundo Arida, a proposta do governo para o FAT apenas diminui a contribuição ou zera em anos de aperto fiscal, mas não extingue o fundo.

“Porque não acabar de vez? A resposta é que, se acabar com FGTS, funcionários da Caixa e quem toma dinheiro do fundo não vão ficar felizes. O mesmo com o FAT, funcionários do BNDES não vão ficar felizes. Mas do que se trata o liberalismo? Priorizar interesse público em vez de particulares”, disse, completando: “É difícil entender, são vacilações em relação à política verdadeiramente liberal”.

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