Para Petrobrás, reunião foi ''simbólica''

Segundo presidente da empresa, Brasil está em situação privilegiada

O Estadao de S.Paulo

23 de junho de 2008 | 00h00

O valor simbólico da reunião entre produtores e consumidores de petróleo foi o principal destaque do encontro, na opinião do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. O executivo integrou a missão brasileira que viajou à Arábia Saudita, chefiada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Veja a história da exploração do petróleo no Brasil Multimídia: o preço do petróleo em alta Em nota distribuída ontem pela Petrobrás, Gabrielli fez questão de destacar a situação privilegiada do Brasil em relação à auto-suficiência no abastecimento energético, graças, em parte, às recentes descobertas de petróleo leve na chamada camada de pré-sal."O Brasil tem perspectivas favoráveis, tanto no que diz respeito ao aumento de petróleo, com as recentes descobertas da Petrobrás, como na produção de biocombustíveis", afirmou Gabrielli, que preferiu se referir às nove horas de reunião de forma conceitual. Em suas declarações, não há uma definição clara sobre as propostas de aumento de produção como meio de reduzir preços. "O encontro foi importante porque reuniu, pela primeira vez, grandes empresas produtoras, países produtores e exportadores (reunidos na Opep) e grandes consumidores, como Japão, Índia, China. A discussão sobre preços, demanda e oferta é extremamente complexa. O problema envolve múltiplos fatores. E esse conjunto o afeta de forma diferenciada", avaliou.Gabrielli observou, ainda, que "alguns agentes chamam atenção para o problema da demanda, que cresce principalmente em países não desenvolvidos, o que é bastante positivo. Outros agentes, entretanto, levantam problemas relativos à oferta do produto, tanto na área de refino como na produção".Durante o encontro em Jeddah, também foram debatidas questões como preservação do meio ambiente e energias alternativas. O ministro de Minas e Energia, ao fazer a Declaração do Brasil, defendeu a tradição brasileira de produção de biocombustíveis. Por causa dos recentes embates internacionais - o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, chegou a pedir a suspensão da produção de biocombustíveis, apontado como uma das causas da forte alta nos preços dos alimentos -, Lobão centrou seu discurso na defesa de que essa indústria não afeta a produção de alimentos. Lobão procurou mostrar que o Brasil dispõe de áreas suficientes para os dois.

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