André Duseck|Estadão
André Duseck|Estadão

Para Planalto, corte da Selic é reforço de que retomada está em curso

Auxiliares de Temer destacam que notícia precisa ser capitaneada pelo presidente

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2017 | 19h43

BRASÍLIA - A redução de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros, levando a Selic de 13,00% para 12,25% ao ano, reforça o discurso do governo do presidente Michel Temer de que a economia começa a dar sinais de retomada.

Temer tem aproveitado suas agendas positivas para destacar a redução da inflação e a queda do juros, salientando que os indicadores macroeconômicos estão alinhados com o esforço do ajuste fiscal. Em seu discurso oficial, Temer tem colocado como cronologia esperada: a saída da recessão, a retomada do crescimento para, por fim, chegar à criação de emprego.  

O corte, anunciado pelo Banco Central, foi o quarto consecutivo. Com isso, a Selic está agora no mesmo patamar visto em janeiro e fevereiro de 2015, dois anos atrás. Segundo auxiliares do presidente, a estimativa do governo - alinhada com a maior parte do mercado - era justamente desse corte de 0,75 p.p. Alguns interlocutores, no entanto, acreditavam que o corte poderia chegar a 1 ponto porcentual. 

Até o momento, não há previsão de declaração do porta-voz para comentar a redução da Selic. Apesar disso, os auxiliares que defendem que o governo faça um anúncio oficial sobre a decisão da Selic destacam que a "notícia é muito boa" e "precisa ser capitaneada" pelo presidente. 

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