Para preço da gasolina chegar ao nível externo, alta seria de até 30%

Rejuste na proporção de dois dígitos, no entanto, está longe de acontecer, devido ao impacto político e ao estrago na inflação

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2013 | 02h06

Economistas projetam que para o nível atual de dólar, que fechou ontem em R$ 2,43, seria necessário um reajuste entre 24% e 30% no preço da gasolina na refinaria para equiparar a cotação do combustível ao nível internacional. Se esse reajuste fosse concretizado, o aumento na bomba seria de dois dígitos. Com isso, o estrago na inflação seria de quase um ponto porcentual e o IPCA deste ano romperia o teto da meta de 6,5% do governo.

"O reajuste nessa proporção está longe de acontecer", afirma o economista sênior do Banco Espírito Santo (BES). Ele explica que um aumento nessa magnitude seria pouco provável por causa do impacto político. Nas contas do economista, se houver reajuste, o mais provável é que ele varie entre 5% e 10%. Isso teria impacto de 0,27 ponto na inflação. Serrano projeta inflação de 5,8% para este ano, com câmbio a R$ 2,30 e sem o reajuste da gasolina.

A Rosenberg Associados também projeta inflação de 5,8% para este ano e, por enquanto, mantém estimativa até que se tenha uma posição mais clara sobre o reajuste do combustível. Fernando Parmagnani, economista da consultoria calcula que seria necessário aumentar em 30,7% o preço da gasolina na refinaria para equiparar o preço do combustível à cotação do produto no mercado internacional. Isso representaria um acréscimo de 23% na bomba e um impacto de 0,9 ponto porcentual na inflação.

Já nas contas de Adriana Molinari, analista da Tendências Consultoria Integrada, a necessidade de reajuste para levar o preço da gasolina ao patamar do mercado internacional é hoje de 24,3% na refinaria. Esse aumento corresponde a uma elevação de 15% do preço na bomba. O impacto no IPCA seria 0,58 ponto porcentual.

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