Para premier espanhol, proposta orçamentária da UE é inaceitável

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou neste sábado que era inaceitável uma proposta orçamentária preliminar europeia, a qual tornaria a Espanha em uma contribuinte líquida para a União Europeia pela primeira vez, mediante cortes de auxílios e subsídios.

Reuters

17 de novembro de 2012 | 16h59

O chefe da UE, Herman Van Rompuy, propôs um orçamento preliminar europeu na quarta-feira, com a intenção de chegar a um meio termo para atender às demandas de cortes de gastos feitas pelo Reino Unido, Alemanha, Suécia e Holanda.

A proposta de Van Rompuy cortaria 80 bilhões de euros do orçamento de quase 1 trilhão de euros (1,3 trilhão de dólares) para período de 2014 a 2020 proposto pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durao Barroso.

Na quinta-feira, a França rejeitou a proposta, dizendo que os limites sugeridos para subsídios ao setor agrícola eram inaceitáveis.

"A primeira proposta apresentada pelo Sr. Barroso parecia para nós um bom documento para iniciar as conversas. Já o documento que o Sr. Van Rompuy apresentou depois é inaceitável", disse Rajoy na cidade de Cádiz, sul da Espanha, onde estava em uma cúpula de líderes latino-americanos e ibéricos.

A Espanha teme perder cerca de 20 bilhões de euros de fudos ligados aos setores de pesca, agrícola e de desenvolvimento no orçamento de 2014 a 2020, com o corte proposto por Van Rompuy, afirmou o jornal espanhol El País neste sábado.

(Por Tomas Cobos)

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