Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Para presidente da Vésper, empresa passou imagem equivocada

Seis meses após o grupo mexicano Telmex assumir o controle da Embratel, o presidente da companhia, Carlos Henrique Moreira, anunciou que irá rever a estratégia de comercialização da Vésper, empresa de telefonia fixa do grupo. O executivo admitiu pela primeira vez que a operadora vendeu uma imagem errada ao público: "A empresa sempre foi vendida como telefonia móvel, o que cria problemas regulatórios e com os clientes", afirma.Sob o comando dos mexicanos, a Embratel quer mudar essa imagem e mudar o foco da Vésper. Segundo ele, a Vésper precisa melhorar sua cobertura de rede e procedimentos, como o de aprovação de crédito. "A aprovação dos clientes era mal feita. Tinha aparelhos vendidos para clientes que não existiam", revela. Já a queixa das empresas celulares é de que a Vésper, apesar ser uma operadora fixa, oferece os mesmos serviços praticados pelas companhias móveis e cobra tarifas mais baixas, semelhantes as fixadas por companhias no mercado de telefonia local.As mudanças previstas para o grupo em 2005 não incluem apenas a Vésper. Moreira destaca que o trabalho vai priorizar a aproximação entre a Embratel e o cliente. "Queremos ficar mais focados, mais segmentados, isso ajuda na comercialização", explica. "Dessa forma, poderemos correr melhor atrás do resultado." Satélites - A Embratel anunciou ainda que planeja investir US$ 600 milhões na renovação de sua frota de satélites nos próximos dois anos. Os recursos serão usados no lançamento de três satélites que irão substituir o B1 e B2, que tem vida útil apenas até 2006. Segundo o presidente, o projeto visa também a internacionalização dos serviços hoje prestados pela empresa.A abrangência dos satélites que vão sair de órbita ficava limitada apenas a fronteira do Brasil por força de antigas leis. Agora, informou Moreira, a abrangência será ampliada para toda a América do Sul, México e conexões para a América do Norte. Para evitar problemas durante da troca dos satélites, a Embratel irá lançar no primeiro trimestre 2005 o C12, um investimento conjunto com a SES Americom. Esta unidade vai funcionar como uma espécie de estepe durante a migração do B1 e B2 para o C1 e C2, que entram em operação a partir do primeiro trimestre de 2006 e 2007, respectivamente.Moreira criticou os planos do governo de entrar no mercado de satélites. "O Brasil não precisa investir nessa área. Se tem uma área bem atendida é a de telecomunicações. O Brasil tem tantas demandas sociais. Mas, não podemos comentar as decisões de governo", afirma. Os novos satélites que serão lançados pela Embratel também irão disponibilizar a freqüência X, de uso exclusivo do governo. "Estamos fazendo nossos investimentos, não podemos parar", explica.

Agencia Estado,

06 de dezembro de 2004 | 21h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.