Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

Para presidente do Banco do Brasil, instituição estaria melhor no setor privado

Rubem Novaes também acredita que a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás deveriam ser privatizadas, mas ressaltou que 'não se cogita' no governo a desestatização dessas companhias

Denise Luna, Fernanda Nunes e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2019 | 11h24

RIO - O presidente do Banco do Brasil (BB), Rubem Novaes, defendeu nesta sexta-feira, 15, a privatização das principais empresas estatais, incluindo o próprio BB, a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás, mas ressaltou que "não se cogita" no governo a desestatização dessas companhias atualmente. Novaes disse que é papel dos economistas liberais do governo Jair Bolsonaro defenderem a privatização dessas estatais.

"O governo, ao longo da história, atrapalhou mais do que ajudou o BB. Minha conclusão é que se o BB fosse privado, ele seria muito mais eficiente, teria melhor retorno e poderia alcançar todos os objetivos que hoje alcança", afirmou Novaes, em palestra durante o seminário "A Nova Economia Liberal", na Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio.

Segundo Novaes, nenhum dos objetivos do BB definidos pelo governo, como a atuação no crédito rural, deixaria de ser alcançado caso o banco fosse privatizado. "Estou convencido de que o BB estaria bem melhor e deveria se privatizado. Defendo a privatização da Caixa", completou o presidente do BB.

Em seguida ele defendeu também a privatização da Petrobrás, mas deixou claro que não há planos do governo em vender nenhuma dessas grandes estatais atualmente. "Não está em cogitação hoje nenhuma privatização realmente relevante das estatais", afirmou Novaes.

Com doutorado na Universidade de Chicago, o presidente do BB comemorou o fato de as ideias econômicas liberais estarem ganhando espaço em Brasília, mas ressaltou que ainda há resistências. Por isso, os economistas liberais do governo devem "começar a bater nessa tecla" da privatização.

"Está havendo um apoio crescente das ideias liberais e agora a gente vai precisar muito desse apoio para avançar nas privatizações, no meu caso específico, do setor bancário", disse Novaes.

Presidente da Petrobrás diz que seu sonho sempre foi privatizar a companhia

O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, se posicionou como um liberal e, como tal, defendeu a privatização de 99% das estatais. Uma das poucas exceções seria o Banco Central, afirmou ao participar do mesmo evento.

Segundo o executivo, a venda da Petrobrás e de outras companhias públicas "foi sempre o sonho". "Não podemos ter tudo o que queremos, mas podemos tentar", afirmou em seguida, parafraseando música da banda Rolling Stones.

Já que não pode vender a petroleira, sua intenção, à frente da Petrobrás, é transformar a empresa "o mais próximo possível de uma empresa privatizada", complementou.

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