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Para reduzir Fies, DeVry busca aquisições

Rede americana, dona de 11 instituições de ensino no País, quer diversificar seus negócios para reduzir sua exposição ao programa

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2015 | 02h03

Integrante do grupo das maiores companhias de ensino superior que atuam no Brasil, a norte-americana DeVry mira novas aquisições no País e, ao mesmo tempo, tenta reduzir sua exposição ao programa de financiamento estudantil do governo federal, o Fies. Em entrevista ao 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado' o presidente da DeVry Brasil, Carlos Degas Filgueiras, afirmou que a companhia tem interesse em ativos de ensino na região Sudeste e quer diversificar os negócios.

No Brasil desde 2009, a DeVry controla hoje 11 instituições de ensino superior, a maioria delas no Nordeste. Ao final do ano passado, a empresa deu seu primeiro passo no Sudeste comprando o Damásio Educacional, conhecido por cursos preparatórios na área de Direito.

A busca da DeVry por aquisições vem em linha com o novo momento que vive o ensino superior privado no Brasil. Após as mudanças nas regras do Fies ao final de 2014, grupos de grande porte têm reiterado seu interesse em comprar instituições porque acreditam que os preços nas aquisições podem cair diante da dificuldade de empresas pequenas lidarem com as restrições no programa de financiamento.

A DeVry, porém, quer crescer sobretudo em segmentos que não estão relacionados ao Fies. Degas afirma que sua meta é reduzir os atuais 32% de exposição da receita ao programa de financiamento para um patamar em torno de 20%.

Para isso, as aquisições precisam ser de companhias também pouco dependentes do programa de financiamento e, ao mesmo tempo, a empresa deverá entrar em novas áreas de negócio, como o ensino a distância (EAD).

Hoje com pouca participação nesse segmento, a DeVry espera autorização do Ministério da Educação para abrir 100 polos de EAD para cursos de graduação. Ao mesmo tempo, vai usar a estrutura do Damásio para crescer em cursos preparatórios e lançar opções de educação executiva a distância.

"Com aquisições e crescimento em cursos preparatórios, acredito que conseguiremos reduzir a exposição ao Fies", afirma o executivo. "Temos foco em negócios que vão além da educação regulada e a meta é a diversificação", conta Degas.

Na mira das aquisições estão companhias com marcas que sejam consideradas fortes e que não precisem passar por grandes reestruturações. "Até pouco tempo, os fundadores dessas empresas não tinham interesse em vender, mas hoje tem gente vendo que agora pode ser a hora de deixar o negócio", comenta.

Otimismo. Mesmo diante da crise com o programa de financiamento, Degas afirma que a holding norte-americana aposta no Brasil. Entre os fundamentos que justificam a crença no crescimento do ensino superior aqui está o fato de que o acréscimo de renda dos trabalhadores que conseguem diploma de nível superior é relevante, diz.

A DeVry Brasil afirma ter crescido acima de 20% em receita nos últimos 12 meses. Desde que chegou ao Brasil, a companhia saiu de um patamar de 11,7 mil alunos para os cerca de 112 mil que tem hoje. Ao lado de Kroton, Estácio, Anima, Laureate e Ser Educacional, a empresa comandada por Filgueiras é parte do grupo de grandes instituições de ensino privado reunido na Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior.

Com sede em Chicago, a DeVry atua em 30 países ao redor do mundo, com cerca de 90 campus.

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