Para Salomon, Copom não deve baixar taxa de juros

O diretor-gerente de análise econômica e de mercados para América Latina do Banco Salomon Smith Barney, Thomas Trebat, não aposta numa redução da taxa Selic na próxima reunião do Copom, marcada para o dia 17. "Apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho ser favorável, ainda há incertezas grandes no cenário externo e também no cenário político brasileiro que tornam desaconselhável um corte da taxa de juros na próxima reunião do Copom", avaliou. Mesmo com o IPCA de junho ter vindo positivo, Trebat lembra que a inflação acumulada em doze meses ainda está bem acima da meta de inflação. "Baixar juros agora incentivaria um aumento na demanda por dólar, na demanda por hedge. Por que então facilitar isso? Além do mais, cortando os juros agora, o BC poderia provocar um aumento no déficit de conta corrente", explicou o analista. Trebat informou que o Salomon Smith Barney está concluindo a revisão de suas estimativas de indicadores econômicos para o País. A projeção atual do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano é de 2,2%, mas Trebat disse que provavelmente essa projeção será revisada para baixo. "Essa estimativa de 2,2% parece um pouco otimista demais, especialmente considerando o contexto global que afeta o Brasil e também devido à depreciação cambial e a um patamar ainda elevado dos juros", disse.

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